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Os impactos da pandemia provocada pelo coronavírus (Covid-19) já são reais na manutenção do emprego em várias partes do mundo e do Brasil. Em Vitória da Conquista, na Bahia, 1.910 vagas formais de trabalho com carteira assinada foram encerradas nos meses de maço e abril.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponibilizados esta semana. Os números apontam que houve retração no emprego nos setores de Serviços, Comércio, Indústria e Construção.

No dois meses, foram fechados 615 vagas somente nas lojas e demais empreendimentos comerciais. Somente em abril, foram 521 postos de trabalho fechados nestes estabelecimentos.

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Todo o setor de Serviços, incluindo o setor hoteleiro e de alimentação fechou 888 vagas nos dois últimos meses.

Saldo de empregos em Vitória da Conquista – março e abril – Caged

A queda na disponibilidades de vagas coincide com a chegada do Coronavírus no Brasil. As empresas de Vitória da Conquista fecharam 69 postos de trabalho em janeiro, como é comum após o encerramento das contratações temporárias de fim de ano e criaram 598 vagas no mês de fevereiro, com saldo de 529 vagas em relação ao final de 2018.

Com as medidas de isolamento social implantadas na cidade, apontadas pelas autoridades de saúde como a principal forma de conter a disseminação do vírus, já que não há vacina nem medicamento com eficácia comprovada, muitos serviços tiveram o funcionamento comprometido ou totalmente paralisado e todo o comércio considerado não essencial teve de ser temporariamente fechado.

Com as lojas fechadas, a demanda do setor da Indústria também caiu, resultando no fechamento de 229 vagas. A Construção Civil perdeu 178 trabalhadores no município de março a janeiro. O setor de Agropecuária se manteve estável.

Considerando os quatro primeiros meses de 2020, o saldo de empregos é de 1.381 vagas fechadas. Foram 6.644 admissões contra 8.025 demissões.

Em Guanambi, distante 280 quilômetros, a foram fechados 124 vagas de emprego nos dois últimos meses.

Em toda a Bahia, nos meses de janeiro e fevereiro, foram criadas 10.018 vagas. Nos últimos dois meses, 47.566 postos de trabalho foram fechados, saldo negativo de 37.548 vagas. O setor de Serviços perdeu 17.220 vagas, enquanto o Comércio perdeu 12.866, a Construção Civil 6.414 e a Indústria 1.701. A Agropecuária foi o uníco setor com saldo positivo, 663 novos postos desde janeiro.

Em todo o país, foram fechadas 763.232 vagas de empregos. Nos meses de janeiro e fevereiro foram abertas 333.973 novas vagas, já no acumulado de março e abril, após o início da pandemia de coronavírus, houve retração de 1.101.205 vagas. Foram 4.999.981 admissões e 5.763.232 demissões. No mesmo período de 2019, o Caged registrou 5.529.457 admissões e 5.215.622 demissões, com um saldo positivo de 313.835. Ou seja, as admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no intervalo de um ano.

Em abril do ano passado, o Caged teve saldo de +129.601 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 1.374.628 admissões e 1.245.071 demissões. No mesmo mês de 2020, as contratações ficaram em 598.596 e número de desligamentos chegou a 1.459.099, gerando um resultado de -860.503 empregos.

Ou seja, enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação abril de 2019 com o mesmo mês deste ano. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com -260.902. O estado é seguido por Minas Gerais (-88.298), Rio de Janeiro (-83.626) e Rio Grande do Sul (-74.686).

Na comparação mês a mês, o salário médio real de admissão no Brasil cresceu. Passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

Manutenção de empregos

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país. O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

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