Imagem Ilustrativa / Reprodução / Conexão Tocantins

Pesquisadores do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), retomará nesta quinta-feira (4) a pesquisa de campo em Guanambi que pretende mostrar como o novo coronavírus está avançando no Brasil.

Essa será a segunda etapa da pesquisa no município e a perspectiva é que sejam realizados 250 testes rápidos para detecção da Covid-19 até o dia 6 de junho. De acordo com o secretário de saúde de Guanambi, Manoel Paulo, a escolha dos testes será aleatória e incluirá os distritos neste momento.

A etapa anterior ocorreu de 14 a 16 de maio no município e também realizou 250 testes rápidos. À Agência Sertão, Manoel Paulo, confirmou à época que recebeu o relatório da pesquisa e que todos os testes aplicados deram negativo. Foram testadas pessoas residentes em diversos bairros, seguindo os critérios de amostragem exigidos pela pesquisa.

Os resultados apontaram que até a data da aplicação dos testes, provavelmente ainda não havia a proliferação do vírus pela cidade. No dia 15 de maio, um surto foi detectado entre trabalhadores das obras de construção de uma linha de transmissão de energia, alojados em uma pousada no bairro Belo Horizonte. Também houve casos confirmados de contaminação de trabalhadores da mesma empresa em Urandi e Candiba.

O último Boletim Epidemiológico, atualizado nesta segunda-feira (2), registrou 47 casos confirmados da Covid-19 em Guanambi. Ao todo, 19 pessoas infectadas pelo coronavírus se recuperaram da doença.

A pesquisa de abrangência nacional, intitulada “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional”, encontrou resistência da população em alguns estados. Houve casos de prisão de pesquisadores, confundidos pela polícia com golpistas que assaltam residências e até agressão por parte de moradores. O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Ufpel lamentou o ocorrido e reafirmou a idoneidade da pesquisa, admitindo que possa ter havido falta de comunicação entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais.

A perspectiva do Ibope é realizar ao final de três rodadas, cerca de 100.000 testes, em 133 cidades de todos os estados do país e em pouco mais de 33.000 moradores por etapa. Ao todo, cerca de 2.600 pesquisadores vão entrevistar e aplicar testes rápidos de covid-19. A previsão para realização da terceira etapa é de 15 dias após o término da etapa anterior.

O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde, que contratou o Ibope para realizar as pesquisas de campo. A empresa deverá receber quase 10 milhões de reais pelo trabalho. O entrevistador deverá usar equipamentos de proteção, como óculos, máscara e luvas, e visitará as pessoas em suas casas. Coletará uma gota de sangue de um dos moradores de cada domicílio e colocará o material em um aparelho que fará a análise. Se der positivo, o entrevistador deverá testar todos os moradores dessa casa.

Com os testes rápidos, será possível saber o percentual de pessoas que têm anticorpos contra o novo coronavírus, ou seja, que já entraram em contato com a doença. Os testes rápidos, porém, têm uma limitação: só detectam a doença se a pessoa estiver infectada há, pelo menos, 7 dias. Ou seja, muitas pessoas que fizerem o teste podem ter resultado negativo, mas estar infectadas e continuar sem saber disso.

Cada rodada de teste apresentará o retrato de um momento. O plano do Ministério da Saúde é que a comparação dos resultados das diferentes rodadas mostre a velocidade com que o vírus está se espalhando pelo país. Esse tipo de informação poderá ser útil, por exemplo, para balizar uma decisão sobre medidas de relaxamento do distanciamento social em uma determinada região.

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