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Mais de R$ 21 milhões foram aplicado na economia de Guanambi por meio do Auxílio Emergencial. Ao todo, 31.249 pessoas residentes no município foram beneficiadas. De acordo com dados do Portal da Transparência, a quantidade é o triplo de beneficiados do Bolsa Família, que são de 10.438 pessoas, com repassa mensal de R$ 7,8 milhões.

Em 2019, 11.530 pessoa foram beneficiadas com o Bolsa Família gerando R$ 24,4 milhões. No entanto, vale destacar que o valor divulgado de 2019 corresponde a todo o ano e o de 2020 apenas os seis primeiros meses, ou seja, menos da metade. Portanto, o valor atual é de aproximadamente R$ 8 milhões, distribuídos aos beneficiários do Bolsa família em Guanambi. Se comparados os dois primeiros semestres, o valor de 2020 é inferior ao de 2019 que é de aproximadamente R$ 12 milhões.

Em contrapartida, o valor de repassado em 2020 está sendo maior devido o auxílio emergencial em decorrência da Covid-19.

Em 2019 foram R$ 68,88 milhões em benefícios entregue aos cidadãos do município em 2020. Até o momento, são R$ 43,20 milhões, um pouco a mais que a metade de 2019. E isso gera a expectativa que esse ano ultrapasse o valor repassado no ano anterior.

Auxílio emergencial

O pagamento de R$ 600 de auxílio emergencial em três parcelas, com o objetivo de garantir renda a uma parte dos trabalhadores durante a crise, pode ter custado mais ao governo que a estimativa inicial de R$ 98,14 bilhões. Apenas no primeiro dia de cadastramento de microempreendedores individuais (MEIs), informais e autônomos, o número de inscritos foi de 18,3 milhões.

Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Vilma Pinto calculou que, caso todos esses cadastros sejam validados e efetivamente recebam o benefício em três vezes, o gasto chegaria a R$ 32,94 bilhões, quase 8 R$ bilhões acima da projeção do governo federal de R$ 25 bilhões para esse grupo.

Segundo o site Valor Investe, o governo estima ainda outros R$ 43,71 bilhões para beneficiários do Bolsa Família. Por fim, R$ 29,43 bilhões devem ser destinados para inscritos no Cadastro Único, mas que não estão no Bolsa Família.

Os dados e o valor total de gastos ainda não foram contabilizados e repassados.

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