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O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nessa quinta-feira (25), que o governo vai pagar mais três parcelas do auxílio emergencial no intervalo de dois meses.

A declaração sobre o complemento do auxílio foi feita durante uma transmissão ao vivo na internet. De acordo com bolsonaro, o auxílio emergencial vai partir para uma adequação. Ele afirma que o governo está estudando efetuar o pagamento de um montante de R$ 1.200 dividido em três parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, em um intervalo de dois meses.

O auxílio emergencial está sendo pago aos trabalhadores informais, devido aos desdobramentos econômicos do isolamento social exigido durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Atualmente, o auxílio está sendo pago em três parcelas de R$ 600, e a última referente a este mês de junho.

A proposta de prorrogação é estimulada pela área política do governo porque haveria uma “preparação” do beneficiário para o fim do pagamento do auxílio emergencial.

E, ainda, se estenderia por mais um período necessário para o governo fechar a preparação do programa Renda Brasil, que tem a pretensão de ser um forte programa social, reunindo vários outros programas sociais, e deve ser lançado no segundo semestre.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também participou da transmissão. Guedes disse que, só em benefícios sociais, o governo federal prevê pagar cerca de R$ 150 bilhões durante a pandemia. E disse que na próxima segunda-feira começa a liberação emergencial do FGTS.

Sobre o desempenho da economia brasileira durante a crise, Paulo Guedes disse estar otimista e avaliou que ainda é cedo para projetar como o país vai encerrar este ano.

Auxílio emergencial em Guanambi (BA)

Em Guanambi, mais de R$ 21 milhões foram aplicados na economia por meio do Auxílio Emergencial. Ao todo, 31.249 pessoas residentes no município foram beneficiadas. De acordo com dados do Portal da Transparência, a quantidade é o triplo de beneficiados do Bolsa Família, que são de 10.438 pessoas, com repasse mensal de R$ 7,8 milhões.

Auxílio emergencial

O pagamento de R$ 600 do auxílio emergencial em três parcelas, com o objetivo de garantir renda a uma parte dos trabalhadores durante a crise, pode ter custado mais ao governo que a estimativa inicial de R$ 98,14 bilhões. Apenas no primeiro dia de cadastramento de microempreendedores individuais (MEIs), informais e autônomos, o número de inscritos foi de 18,3 milhões.

Segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Vilma Pinto, caso todos esses cadastros sejam validados e efetivamente recebam o benefício em três vezes, o gasto chegaria a R$ 32,94 bilhões, quase 8 R$ bilhões acima da projeção do governo federal de R$ 25 bilhões para esse grupo.

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