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Candidato a vereador em Patrocínio (MG) é morto a tiros após live

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O candidato a vereador em Patrocínio (MG) Cassio Remis (PSDB) foi morto a tiros na tarde desta quinta-feira (24) após ser atacado durante uma live. De acordo com a polícia, o autor do crime é Jorge Marra, irmão do prefeito da cidade e secretário de Obras do município.

Antes de morrer, a vítima estava na Avenida João Alves do Nascimento mostrando o processo de revitalização quando alegou na transmissão ao vivo que funcionários da Prefeitura eram usados para fazer serviços particulares em frente a uma residência que seria o comitê de campanha do atual prefeito, Deiró Moreira Marra. Nesse momento, Jorge Marra saiu de um veículo, tomou o aparelho da vítima e voltou ao carro.

Segundo o tenente-coronel Salomão Queiroz Caixeta, em seguida Remis foi atrás de Jorge Marra, que se dirigiu à Secretaria de Obras. Na porta do local, o candidato tentou pegar o telefone de volta, mas Marra atirou e fugiu.

Atualmente, Jorge Marra ocupa o cargo de secretário de Obras. Após o crime, a Prefeitura informou que se pronunciaria durante coletiva para a imprensa.

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Cassio Remis

Cassio Remis foi eleito vereador em 2008, e presidente da Câmara em 2013/2014. O político exerceu dois mandatos consecutivos 2009/2012 e 2013/2016.

Coletiva da Prefeitura

Por volta das 17h30, o prefeito de Patrocínio falou com a imprensa e afirmou que ele não teve relação com a discussão entre Cássio e o irmão. Além disso, Deiró Moreira Marra rebateu a crítica feita pelo candidato a vereador durante a live e comentou que já foi providenciada a exoneração de Jorge Marra do cargo de secretário.

Possível suicídio do irmão

Após o crime, Jorge Marra fugiu. A princípio houve a informação de que ele tinha se matado. Sobre o assunto, Deiró disse que não está ciente. “Eu não sei disso, não tenho contato com ele. Despachei com ele aqui por volta das 13h30/14h. Despachamos coisas da secretaria. É fake news”, afirmou.

Deiró também disse que não tem notícias nem do paradeiro do irmão, mas disse que acredita que ele possa fazer a defesa dele. “Este é um governo de tranquilidade e de diálogo, então um caso desse nos deixa fora, mas estamos confiando na Polícia Civil e Militar para apurar as nuances. Tem muito mais para ser esclarecido nesse momento”, comentou.

Com informações do G1

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