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Vitória da Conquista

Prefeito de Embu das Artes foi preso na Região de Vitória da Conquista com arma e R$ 650 mil

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Foi preso nesta quinta-feira (17), Claudinei Alves dos Santos, 40 anos, conhecido como Ney Santos, prefeito do município paulista de Embu das Artes. A prisão ocorreu no município de Encruzilhada, distante 97 quilômetros de Vitória da Conquista, no Centro-Sul Baiano.

A prisão foi efetuada por policiais das Coordenadorias da Polícia Civil de Itapetinga e de Vitória da Conquista. Aoperação intitulada “Narco Divisa”, e contou também com a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Conquista e o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).

Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil detalhou a ação e esclareceu que a fazenda pertence na verdade ao irmão do prefeito. Além da pistola calibre 380, foi encontrado também uma carabina calibre 22 e mais de 250 munições. O valor correto em dinheiro foi de R$ 670. No local também havia uma aeronave modelo King Air, estacionada da pista de pouso.

Ney Santos está em seu segundo mandato como prefeito de Embu das Artes, município de 276 mil habitantes. No ano passado, ele foi reeleito pelo partido Republicanos, com 61.660 votos, o equivalente a 48,39% dos votos válidos. Ele também já foi vereador do município.

Apesar da preferência do eleitorado embuense, Ney acumula problemas com a justiça nos últimos anos. No mês passado, ele foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão por disparo de arma de fogo durante uma briga com a equipe de campanha de um adversário político, em 2015, quando ainda era vereador. Na ocasião, Ney Santos atirou com o intuito de intimidar o oponente político, com quem chegou a trocar socos. Foram pelo três tiros. Ninguém se feriu.




Em dezembro do ano passado, a Justiça chegou a cassar a chapa eleitoral que reelegeu Ney Santos, após uma ação proposta pelo PSOL, que denunciou o então candidato por “extrapolar o limite da publicidade” ao fazer publicações em jornais em seu nome. No entendimento do juiz eleitoral Gustavo Romero Fernandes, da 341ª Zona Eleitoral de Embu das Artes, a atitude configurou abuso de poder econômico e, portanto, desrespeitou a Constituição e a Lei Eleitoral. Ele recorreu da decisão e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu a cassação da chapa.

Segundo o G1, Ney Santos teve vários outros problemas com a Justiça. Em 2003, ele foi condenado e ficou preso até 2005 por roubo a uma empresa de valores em Marília, no interior de São Paulo. Recorreu e foi absolvido por falta de provas. Já em 2010, quando candidato a deputado federal, foi investigado por lavagem de dinheiro, estelionato, sonegação fiscal, adulteração de combustível e formação de quadrilha. Na época, policiais apreenderam documentos, computadores, máquinas de contar dinheiro e até uma Ferrari, avaliada em R$ 1,5 milhão.

Ele também respondeu por compra de votos em 2012, quando foi eleito vereador de Embu das Artes e em 2016, eleito prefeito e pouco antes de assumir o cargo, Ney Santos teve a prisão decretada durante uma operação do Ministério Público, quando foi acusado de ser um dos responsáveis por lavar dinheiro do tráfico de drogas da facção criminosa PCC em postos de combustível. Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral à época, o político afirmou ser dono ou sócio de seis estabelecimentos do tipo.

Ele ficou foragido, teve o pedido de prisão suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e tomou posse em fevereiro de 2017. Em 2018, Ney Santos pediu um afastamento do cargo alegando motivos particulares. Na sequência, a Polícia Federal (PF) fez uma operação contra desvios de recursos públicos enviados pela União para a merenda, em que um dos alvos era Santos. Ele retornou ao cargo meses depois.

Em dezembro de 2019, foi temporariamente afastado do cargo pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região devido a uma investigação da PF em que ele era suspeito de lavagem de dinheiro entre os anos de 2014 e 2017, e de supostamente ocultar bens em nome de laranjas.




Segundo a PF, o prefeito ocultou ser proprietário de um terreno em Itaquaquecetuba, de outro em Peruíbe, de um apartamento no bairro do Tatuapé, de diversos veículos, salas comerciais em Curitiba, e terras no estado da Bahia. A Justiça de Federal em São Paulo acabou entendendo que ele foi denunciado antes de depor e que, por isso, poderia ser reconduzido ao cargo de prefeito de Embu das Artes.

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