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VLI firma contrato com Bamin para escoar minério de Caetité destinado à exportação

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Um acordo foi firmado entre a A VLI, companhia de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos, e a Bamin, empresa que explora a mina Pedra de Ferro, em Caetité. O objetivo do contrato é escoar a produção de minério por um novo fluxo destinado à exportação.

O embarque do minério de ferro será feito no terminal de Licínio de Almeida, de onde as composições seguirão pelo trecho ferroviário até o terminal de Petim, no município de Castro Alves. No local, ocorre o transbordo da carga para o modal rodoviário até o Porto TUP Enseada do Paraguaçu, litoral baiano. O trecho de aproximadamente 80 quilômetros é feito por caminhões.

De acordo com a VLI, a movimentação prevista é de 490 mil toneladas em 2021. “Este é um passo importante para viabilizar muitos projetos minerais existentes na Bahia, estado que já é um dos maiores produtores minerais do país em valores totais. Tenho convicção de que esta parceria contribuirá para o crescimento do setor mineral baiano e o avanço do transporte ferroviário da VLI no estado por meio da Ferrovia Centro-Atlântica”, afirma Asley Ribeiro, gerente-geral comercial de Siderurgia, Construção e Industrializados da VLI.

A companhia informou que estão sendo investidos R$ 35,8 milhões para viabilizar esta primeira operação. Entre as destinações dos recursos, estão o investimento em material rodante, a reativação do terminal ferroviário em Licínio de Almeida e a construção de um terminal de transbordo ferroviário/rodoviário em Castro Alves, onde será realizada a descarga do minério de ferro dos vagões e o carregamento dos caminhões que seguirão até o porto.

A VLI vem transportando o minério de ferro extraído pela Bamim desde agosto de 2020. O escoamento é vem sendo feito a partir do terminal da Bamin, em Licínio de Almeida, com os vagões seguindo até Minas Gerais, pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Neste caso, com o insumo destinado ao consumo pelo mercado interno.

“Este novo fluxo a ser movimentado no estado da Bahia reforça a relevância da VLI no segmento da mineração e a importância da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para a região”, reforça o executivo da VLI.

A exploração da Bamim em Caetité ainda ocorre bem abaixo das pretensões da empresa para a mina, onde podem ser extraídos mais de 15 milhões de toneladas por ano. A capacidade máxima de exploração só deve ser atingida após a conclusão das obras do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol I), de Caetité a Ilhéus, e do Porto Sul, no município do litoral baiano.

A Bamin conquistou a concessão do trecho e pretende concluir a ferrovia até 2025. A empresa tem articulado com a Valec, estatal responsável pela construção da ferrovia, a conclusão do processo de transferência dos ativos.

Enquanto não puder contar com sua própria ferrovia e seu próprio porto, a Bamin da início às  operações de comércio exterior, se tornando player global na produção e comercialização de minério de ferro. O produto que está sendo exportado é classificado como DSO 65, que o qualifica na categoria premium, com baixo índice de contaminantes.

Até o final de 2021 estão previstos pelo menos 11 carregamentos para o mercado consumidor da Europa e da Ásia. Há um novo embarque previsto para agosto. A exportação de julho será para a Alemanha e tem como destino o porto de Rotterdam, na Holanda.

 

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