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População protesta contra poluição causado por pó de minério da Bamin em Licínio de Almeida

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Moradores de Licínio de Almeida protestaram na manhã desta quinta-feira (23) contra a poluição provocada pelo pó de minério nas ruas da cidade. A Bahia Mineração (Bamin) está fazendo o escoamento do mineral extraído da Mina Pedra de Ferro, em Caetité.

Os manifestantes se concentraram na Praça Sônia Damasceno levando faixas com frases de protesto e foram em passeata até o pátio onde a Bamin armazena o minério, onde ficaram até o fim da tarde.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), cerca de 400 pessoas participaram da mobilização, que contou ainda com a presença de alguns representantes do poder público, como secretários e vereadores.

Reprodução | CPT

A entidade afirma que a população vem denunciando os problemas desde o início do transporte do minério, e já convocaram várias reuniões para tentar exigir soluções da empresa. “Após muitas solicitações, a Bamin fez um desvio da rota de transporte por fora do perímetro urbano; entretanto, os moradores afirmam que o problema continua, pois o desvio ainda é próximo à cidade, e mesmo sendo feita a umidificação da estrada, isso não tem sido suficiente para impedir que a poeira chegue aos bairros de Gerais e Matinha, que são os mais atingidos tanto pelo pó quanto pela poluição sonora”, informou a CPT.

Além de exigir uma solução para os graves impactos que o minério causa sobre a saúde das famílias, a mobilização também reivindicou o asfaltamento do trecho da BA-156 que liga o município de Licínio de Almeida ao distrito caetiteense de Brejinho das Ametistas – estrada pela qual os caminhões da passam com o ferro extraído de Caetité.

Segundo os manifestantes, diversas pessoas, inclusive crianças, estão manifestando crescentes casos doenças alérgicas desde o início do transporte do minério. Juscilene dos Santos, que reside no bairro da Matinha, afirma os moradores não querem indenização ou forro nas casas, pois isso não acabaria com os problemas que a população vem enfrentando:

“A Bamin tem dinheiro e tem condições de armazenar o minério em outro lugar. Está ocorrendo problema com as crianças adoecendo de problemas alérgicos. O pátio precisa mudar para fora do município. Tire o pátio do carregamento. O asfalto vai resolver os problemas das comunidades, mas não resolve o problema da população urbana. O problema é a poeira” – salienta Juscilene.

Ainda de acordo com manifestantes, essa não foi a primeira mobilização no município, mas até o momento não houve diálogo da empresa com a população para a apresentação de soluções. “Enquanto faz propaganda a respeito dos números esperados pelo projeto e acelera seus trabalhos na região, a Bamin permanece escondendo as consequências da exploração e transporte do minério para a região, fugindo da sua responsabilidade para com a população e para com o meio ambiente, visto que a exploração de minério causa degradação ambiental em níveis trágicos e irreversíveis”, acrescenta.

A nota da CPT afirmou que a Bamin atua com licença provisória no município de Caetité, onde executa o projeto Pedra de Ferro há cerca de um ano e meio. O minério é então transportado de caminhão até Licínio de Almeida, onde segue de trem pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em direção ao porto de Tubarão, no Espírito Santo. Com esse trajeto, a Bamin tem uma capacidade de exploração de 800 mil toneladas de minério por ano. No entanto, com a perspectiva da conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), esse número aumentaria para 20 milhões de toneladas.

A Agência Sertão solicitou posicionamento da Bamin, no entanto, a empresa não respondeu os questionamentos.

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