Norte de Minas

Atentando em creche de Janaúba com 14 mortos completou quatro anos

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Joana Martins
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Atentando em creche de Janaúba com 14 mortos completou quatro anos, nesta terça-feira (5). A situação é lembrada também pelo ato heroico da professora Heley de Abreu Silva Batista que salvou pelo menos, 25 crianças durante o massacre na creche Gente Inocente em Janaúba.

Em 2017, o vigia noturno da escola, Damião Soares dos Santos, invadiu a sala de aula portando um recipiente com combustível e ateou fogo às instalações, em várias crianças e em si mesmo.

A professora protegeu as crianças com o auxílio de outras duas funcionárias, Jéssica Morgana e Geni Oliveira (que também morreram). A pedagoga chegou a entrar em luta corporal com o criminoso para impedir que continuasse o ataque, e depois ajudou a retirar as crianças feridas.  “A conduta dela foi heroica, ela mostrou que estava ali realmente pra proteger todas aquelas crianças”, disse o delegado Bruno Fernandes Barbosa sobre a educadora, de 43 anos, à época.

Heley de Abreu Silva Batista ( Reprodução)

Heley teve 90% do corpo queimado e morreu no hospital cerca onze horas depois da tragédia. De acordo informações, à época, ela sofreu a maior parte das queimaduras enquanto tentava retirar as crianças pela janela da creche. O vigilante havia fechado a porta, impedindo que os pequenos saíssem do local.  Além de Helley,  as outras duas funcionárias, dez crianças e  autor do ataque, morreram. 

Após o velório de Helley, que reuniu centenas de pessoas na funerária municipal, o caixão com o corpo da professora foi colocado em uma viatura do Corpo de Bombeiros e levado em cortejo pelas ruas da cidade até o Cemitério São Lucas.

Ela era pedagoga, uma das principais bandeiras era a inclusão de alunos com algum tipo de deficiência, área em que se especializou em 2016.

Em 2005, Heley já havia perdido um filho por afogamento na piscina de um clube.

Creche foi reconstruída e novo prédio recebeu o nome de Heley de Abreu

Por meio de uma ação voluntária de um grupo de empresários, o antigo prédio incendiado foi demolido e no local foi erguido um novo edifício, com equipamentos de segurança contra incêndio. O novo prédio recebeu o nome de Heley de Abreu.

As obras foram feitas em cinco meses e o valor não foi divulgado.

Reprodução

Todas as 80 famílias que tiveram parentes envolvidos com o incêndio criminoso são amparadas pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Creche Municipal Gente Inocente de Janaúba (AVTJANA), cujo presidente é o viúvo da professora Heley, Luiz Carlos Batista.

Joana Martins
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