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Adolescente de 16 anos foi estuprada e agressor preso em Caetité

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Uma adolescente de 16 anos foi estuprada, nesta quinta-feira (21), na associação de moradores da Fazenda Barrinha em Caetité. O suspeito de cometer o crime foi preso logo em seguida.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 21h30min, a guarnição foi acionada para atender uma ocorrência de estupro. Após informações do agressor, a polícia fez diligência e encontrou o suspeito em seu local de trabalho.

O homem foi conduzido para a Delegacia Territorial de Guanambi, onde permanece à disposição da justiça.  A polícia não divulgou o estado de saúde da adolescente e nem mais detalhes do crime.

Denuncie 

A Bahia é o quarto estado do Brasil com mais casos de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 2021, os registros no estado também cresceram 10,7% em relação a 2020.

É importante que as pessoas denunciem a violência sexual para interromper a violação, proteger as crianças e os adolescentes e garantir assistência médica e psicológica a vítima.

O registro das denúncias deve ser feito aos órgãos oficiais, mantendo o sigilo ao denunciante para resguardar a criança e o adolescente para que seja apurado e feito o encaminhamento necessário.

A denúncia pode ser feira pelo disque 100, Conselho Tutelar, delegacia mais próxima, pelo disque 180 e nos serviços de assistências sociais.

18 de maio

Em 2000, a Lei 9.970 instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data lembra a morte da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrida em 18 de maio de 1973, no Espírito Santo.

Araceli tinha oito anos quando desapareceu após sair da escola, na cidade de Vitória, e não foi mais vista com vida. Seis dias depois, o corpo dela foi localizado em um terreno baldio, próximo ao centro da capital capixaba, atrás de um hospital. A menina foi espancada, estuprada, drogada e o corpo desfigurado com ácido. À época do crime, os policiais apuraram diversas versões sobre o ocorrido e chegaram a três pessoas que foram levadas a julgamento pelo crime, porém, foram absolvidas após a mudança de juiz do caso. O processo do Caso Araceli foi arquivado pela Justiça.

A morte de Araceli, no entanto, serviu de alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças. Pela brutalidade e truculência, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos.

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