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Trio foi preso tentando comprar certificado de vacinação contra Covid-19 em Luís Eduardo Magalhaes

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Três jovens foram presas na última sexta-feira (19), na cidade de Luís Eduardo Magalhães,  suspeitas de subornar uma técnica de enfermagem para conseguir comprovantes de vacinação contra Covid-19.

De acordo com o delegado Leonardo Mendes, as jovens pagariam R$ 1 mil em dinheiro para que a técnica comprovasse a imunização de ambas com duas doses através de um cartão de vacina preenchido. No entanto, esse valor seria uma entrada para o valor total, que seria de R$ 10 mil pagos em duas parcelas. De acordo com o policial, as jovens não queriam se vacinar.

Segundo as investigações, as mulheres entraram em contato com a profissional de saúde, que combinou de fazer o serviço. Antes de acertar com a técnica, o trio teria entrado em contato com outras profissionais de saúde. Após receber o contato das jovens, a técnica de enfermagem entrou em contato com as forças policiais da cidade.

Quando as jovens chegaram ao local combinado, no ponto de vacinação no Bairro Santa Cruz, elas foram presas em flagrante por agentes da Guarda Municipal. De acordo com o delegado, as três mulheres vão responder por corrupção ativa.

No momento da prisão, as mulheres tinham o valor combinado com a profissional de saúde em espécie dentro do carro. Ainda segundo a polícia, os advogados das mulheres acompanham o caso e alegam que  o flagrante teria sido forjado.

As suspeitas foram liberadas após pagamento de fiança, no valor de pouco mais de um salário mínimo. Uma das suspeitas foi liberada na tarde de sábado (20). As outras duas permaneceram na cadeia até o dia seguinte e saíram na tarde de domingo (21). Elas não tiveram nomes divulgados.

A princípio, o Ministério Público da Bahia havia arbitrado o pagamento de R$ 110 mil para cada, no entanto, a Justiça fixou o valor em R$ 1.100.

De acordo com o delegado Leonardo Mendes, responsável pelo caso, elas pagariam R$ 1 mil em dinheiro para que uma técnica de enfermagem comprovasse a imunização com duas doses, em um cartão de vacina preenchido de modo irregular, sem que tomassem os imunizantes.

Esse valor seria apenas uma entrada para o total, que seria de R$ 10 mil, pagos em duas parcelas. Segundo a polícia, as mulheres não queriam se vacinar, mas precisavam do comprovante para terem acesso a um show sertanejo, realizado na região, no último fim de semana, e também para fazerem uma viagem para o exterior.

Além disso, uma delas alegou que tem um problema de saúde que a impede de ser vacinada contra o coronavírus, mas não apresentou nenhum laudo médico que ateste essa recomendação, conforme o delegado.

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