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Preço dos combustíveis na Bahia sobe pela primeira vez desde privatização de refinaria, litro da gasolina chega a R$7,10 em Guanambi

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Mesmo sem a Petrobras anunciar reajustes nos preços dos combustíveis, a gasolina e o diesel estão mais caros na Bahia desde 1º de janeiro. Para o consumidor final, o aumento começou a vigorar diretamente nas bombas na noite desta segunda-feira (3) em alguns postos.

Em Guanambi, onde a gasolina era encontrada entre R$6,798 e R$ 6,899, já tem estabelecimento de preço novo, vendendo o produto por R$7,098. Um dos primeiros a reajustar foi um posto pertencente a uma rede, localizado na avenida Barão do Rio Branco.

O reajuste é reflexo do aumento de R$ 0,21 no litro da gasolina A e de R$ 0,13 para o diesel S10 e R$ 0,14 para o diesel S500. O anúncio do novo preço foi comunicado ainda na semana passada, pela Refinaria Mataripe (antiga RLAM), administrada pela Acelen, ligada ao fundo árabe Mubadala.

A Petrobras concluiu a venda para a empresa no final de novembro, deste então, este foi o primeiro aumento praticado pela nova gestora e esta foi a primeira refinaria da estatal cujo processo de privatização foi concluído. O negócio foi fechado pelo valor de US$ 1,65 bilhão.

Com capacidade para processar mais de 300 mil barris de petróleo por dia, o que corresponde a 14% da capacidade total de refino do Brasil, a então Refinaria Landulpho Alves Mataripe está localizada no distrito de Mataripe, em São Francisco do Conde, e foi inaugurada em 1950, sendo a primeira refinaria nacional. Atualmente é segunda maior do Brasil, com a maior capacidade instalada para produção de gasolina, diesel e outros derivados de petróleo das regiões Norte e Nordeste.

São 26 unidades de processamento, quatro terminais e 201 tanques de armazenamento, além de 669 quilômetros de dutos que interligam a refinaria com os terminais portuários. A unidade produz mais de 30 produtos, entre eles diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, nafta petroquímica, gases petroquímicos (propano, propeno e butano), parafinas, lubrificantes, GLP e óleos combustíveis (industriais, térmicas e bunker).

A refinaria possibilitou ainda o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do Brasil e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Industrial de Camaçari, formado por mais de 90 empresas.

Além da RLAM, a Petrobras prevê se desfazer de outras sete refinarias, conforme acerto com o Cade, para abrir o mercado de refino do País. São elas: Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), no Paraná; Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará. A Reman e a SIX já tiveram contratos de venda assinados.

Revendedores surpresos

De acordo com o  Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA), revendedores do Estado foram surpreendidos no final do ano de 2021 com o reajuste dos combustíveis, comunicado pela Refinaria.

O Sindicombustíveis-BA declarou em nota que vê com preocupação o primeiro aumento anunciado. “A política de preço adotada pela Refinaria Mataripe destoa da praticada pela Petrobras e aponta para um desequilíbrio no mercado de refino do petróleo, já que não há uma concorrência direta da Petrobras pelo mercado de abrangência do grupo árabe (Bahia e Sergipe). Além disso, a estrutura portuária da Bahia não está adequada para receber grandes navios petroleiros e isso impedirá as distribuidoras de buscarem alternativas no mercado internacional”, declara o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas.

Somado ao reajuste anunciado pela Acelen, o diesel também terá impacto em seu custo de R$ 0,06 em função do biodiesel, que é misturado ao produto e que sofreu aumento em 1º de janeiro de 2022.

Houve também aumento do Gás Natural Veicular (GNV) pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). A tarifa do GNV foi reajustada em 3,88% (média de todos os segmentos), no primeiro dia do ano novo, conforme Resolução Nº 59 da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), publicada no Diário Oficial do Estado de 30 de dezembro de 2021.

Apesar de manifestar preocupação, o Sindicombustíveis Bahia reafirmou em sua nota que não interfere no mercado e respeita a livre concorrência.

Preço da gasolina até 1º de janeiro de 2022 na Bahia

No estado, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina praticado na bombas durante a última semana de 2021 foi de R$ 6,685. A próxima pesquisa, com previsão prevista para o próximo sábado (8), deverá trazer o primeiro reflexo do aumento.

Juazeiro foi o município com o produto mais caro, com preço médio de R$ 7,168, seguido por Eunápolis, com R$ 7,125. Na sequência aparecem três cidades do Centro-Sul do Estado - Brumado, R$ 7,984, Vitória da Conquista, R$ 6,852, e Guanambi, R$ 6,836. Feira de Santana tinha o menor preço, R$ 6,5335 em média, seguido por Irecê, a R$ 6,564 e Lauro de Freitas, R$ 6,574.

MUNICIPIONº DE POSTOS Preço Consumidor
PESQUISADOSPREÇO MÉDIO
JUAZEIRO107,168
EUNAPOLIS67,125
BRUMADO76,984
VITORIA DA CONQUISTA106,852
GUANAMBI106,836
ILHEUS116,805
PAULO AFONSO26,799
JEQUIE96,745
ITABUNA76,721
BARREIRAS76,623
SALVADOR866,617
CAMACARI126,593
SIMOES FILHO96,593
LAURO DE FREITAS116,574
IRECE66,564
FEIRA DE SANTANA236,535

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