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Refinaria realiza quarto aumento no preço da gasolina e do diesel na Bahia

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Mais um aumento no preço da gasolina e do diesel foi colocado em prática pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria Mataripe (antiga Landulpho Alves), principal responsável pela produção de combustíveis na Bahia.

De acordo com o anúncio feito no último sábado (5), o preço do litro dos dois combustíveis ficou R$ 0,11 mais caro a partir desta segunda-feira (7). Este foi o quarto aumento praticado pela empresa em 40 dias. Os anteriores começaram a vigorar nos dias 1º, 15 e 22 de janeiro.

O aumento deixa os preços ainda mais caros do que a média do país. Antes do reajuste, a gasolina estava custando R$ 3,32 por litro, R$ 0,14 a mais do a média cobrada pelas refinarias da Petrobrás. Já o diesel S10 estava custando R$ 3,676, preço superior em R$ 0,06 ao da estatal.

Desde o fim de novembro, a refinaria em questão, a mais antiga do país, teve seu processo de privatização concluído pela Petrobras. Um fundo de origem árabe, dono da Acelen, pagou cerca de US$ 1,65 pelo negócio. Outras refinarias da Petrobras estão em processo de privatização.

O reajuste já está sendo repassado aos consumidores pelos postos. Em Vitória da Conquista, no Centro-Sul Baiano, de acordo com o aplicativo Preço dos Combustíveis, vários estabelecimentos atualizaram os prelo. Na cidade, o produto está sendo comercializado entre R$ 7,249 e R$ 7,49 nos postos cujos preços foram atualizados nas últimas 24 horas.

A política de sucessivos aumentos praticados pela Acelen tem sido alvo de críticas do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia).

“Esses aumentos constantes da Acelen estão inviabilizando a economia baiana e penalizando o consumidor, que está sentindo o galopar dos preços, refletindo numa redução drástica do consumo”, declara o presidente do Sindicombustíveis Bahia , Walter Tannus Freitas.

De acordo com o sindicado, os preços praticados pela Acelen são os mais elevados do país e nos últimos 12 meses os postos já demitiram mais de 6.000 trabalhadores. Segundo Tannus, a tendência é de mais demissões, principalmente nos postos de rodovias, que compram o óleo diesel mais caro do país, sem condições de competir com os postos dos Estados vizinhos.

O governador Rui Custa também fez críticas aos reajustes. Ele afirmou nesta segunda-feira que o Brasil precisa de uma política específica para a questão energética. Segundo o gestor, sem garantia de energia acessível, “nenhum país do mundo se desenvolve”.

“Nenhum país do mundo se desenvolve sem ter uma garantia de energia acessível, barata, para a indústria, comércio, atividade produtiva e ter acesso para as camadas mais populares, para ter energia suficiente para se manter. Eu acho que infelizmente o atual governo brasileiro não faz qualquer política de incentivo e apoio para produção energética. Essa história de nivelar combustível a preço de dólar… Se a empresa pública está fazendo isso, qual é a condição de se falar de uma empresa privada?”, disse o governador à imprensa.

Ainda em sua avaliação, Rui aponta que os aumentos são um “peso exagerado” para as camadas populares e para o setor de produção do país. De acordo com o petista, o preço da energia fica inacessível, o que eleva o custo de produção e custo social.

“Isso não se define a partir do estado, não tem legitimidade constitucional para entrar na regulação de preço. Tem um projeto de lei inclusive que os governadores referendaram, o senador do Rio Grande do Norte está apresentando e busca criar um fundo de compensação a preço de combustíveis para que tenhamos preços mais acessíveis”, finalizou o governador.

Desde novembro, governadores de todo o país decidiram congelar o valor de referência para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O congelamento que teria validade de três meses foi prorrogado até o fim de março. Na Bahia, onde a alíquota da gasolina é de 28%, o preço médio ponderado está fixado em R$ 6,044, o que representa R$ 1,69 de imposto por litro do produto.

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