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Ribeirinhos registram mortandade de milhares de peixes com rebaixamento do rio São Francisco

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Milhares de peixes estão morrendo com a baixa do nível do rio São Francisco. Eles não conseguem chegar ao leito após a cheia do início do ano causar alagadiços enormes a quilômetros de suas margens, e o rebaixamento ocorrer de forma mais constante com a proximidade do fim do período chuvoso.

Em alguns trechos, o nível do Velho Chico atingiu cotas históricas, não registradas desde 1992, quando uma grande enchente elevou o rio a patamares raramente alcançados. O alcance dos braços às lagoas marginais proporcionou uma revitalização relevante nas condições de reprodução de peixes em toda a bacia, resultando em muita fartura para pescadores ribeirinhos ao longo do ano.

No entanto, com o nível do rio recuando até sete metros em alguns trechos, muitos peixes que nasceram nas águas calmas das áreas alagadas foram surpreendidos com a estiagem, principalmente nas áreas mais quentes, nas terras baianas do Médio São Francisco, como Bom Jesus da Lapa, onde ribeirinhos registraram a grande mortandade  de peixes, conforme noticiou o site Notícias da Lapa.

No trecho que banha a cidade, o nível chegou a 9,30 metros no dia 8 de março e está em 4,81 neste sábado (2), permanecendo acima da conta de oito metros por mais de dois meses, tempo suficiente para a reprodução da maior parte das espécies.

Apesar das cenas tristes de mortandade de peixes, o fenômeno é natural e beneficia a cadeia alimentar da fauna local, com fartura de comida para garças, aves de rapinas e outros animais, como répteis e alguns mamíferos terrestres que conseguem se alimentar dos peixes encalhados ainda frescos.

O cenário é muito diferente do ocorrido na década passada, quando muitas lagoas marginais secaram e centenas de milhares de peixes morreram durante o período seco, causando prejuízos para o equilíbrio biológico do rio. Desta vez, mesmo com muitos peixes morrendo ao fim do período chuvoso devido ao rebaixamento do rio, a reprodução está garantida em toda a bacia.

Logo ao fim da piracema, a quantidade de peixes que tentavam subir rio acima ficou evidente em vários trechos do Velho Chico. Em Pirapora, o fenômeno que da nome a cidade reapareceu depois de mais de pelo menos 15 anos sem o registro.

No início de março, os ribeirinhos conseguiram filmar os enormes cardumes que buscavam ganhar o rio para continuar o processo de reprodução. Já no fim deste mês, os registros foram de peixes grandes fisgados pelos pescadores, como um surubim de 40 quilos capturado no município de Malhada, na Bahia.

Abaixo, dois vídeos sobre a Lagoa de Itaparica, no município baiano de Xique-Xique, uma das maiores às margens do Velho Chico. O primeiro vídeo é do ano de 2017, quando a água secou completamente, causando um enorme impacto na fauna aquática do rio São Francisco. Já a segunda, mostra a lagoa em sua plenitude, em imagens filmadas em meados de março.

Sobradinho 100%

Nesta sexta-feira (1º), o reservatório da Usina Hidroelétrica de Sobradinho, na Bahia, chegou a 100% depois de 13 anos. Em 2020, o volume chegou bem próximo da capacidade máxima, mas foi em 2022 que a usina terá capacidade máxima de operação.

Em Minas Gerais, a Usina Hidroelétrica de Três Marias está com quase 95% de seu volume útil preenchido.

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