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Vitória da Conquista

Projeto piloto em Vitória da Conquista pode ser uma alternativa à baixa cobertura vacinal contra a Pólio

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De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), nesta segunda-feira (26), apenas cerca de 52% das crianças público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação já foram imunizadas. Uma iniciativa da Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista tenta ampliar a cobertura no município.

A baixa cobertura vacinal, no Brasil, acontece mesmo após a prorrogação da campanha, em todo o país, até a próxima sexta-feira (30). Segundo o MS, toda a população com menos de cinco anos precisa ser vacinada para evitar a reintrodução do vírus que causa a paralisia infantil. A cobertura vacinal ideal é de, pelo menos, 95%.

Diante dessa situação, um projeto piloto da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista, por meio da Vigilância Epidemiológica (Viep), pode ser uma alternativa para reduzir os riscos de reintrodução dos vírus que causam doenças como poliomielite, sarampo e rubéola.

O projeto, intitulado “Vigilância das doenças imunopreveníveis”, busca identificar e monitorar a situação vacinal das crianças nas creches municipais. Através da iniciativa, uma equipe da Viep faz a busca ativa da situação vacinal dos alunos, por meio do levantamento das cadernetas de vacinação a fim de verificar o registro das doses administradas.

Nesse momento, o foco do trabalho está na prevenção das doenças imunopreveníveis com a vacinação de crianças de 0 a 5 anos. Após o levantamento da cobertura vacinal, será enviado um comunicado aos pais para que a criança seja vacinada e o agendamento para vacinação imediata dentro da própria creche, mediante a presença de um responsável.

De acordo com a gestão municipal, o projeto será desenvolvido até o mês de dezembro e está sendo executado pela Viep, em articulação com a Diretoria de Atenção Básica (DAB), Coordenação de Imunização e Secretaria Municipal de Educação (Smed).

De acordo com o Ministério, as crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. As crianças de 1 a 4 anos deverão tomar uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

Além da vacinação contra a pólio, a campanha também pretende reduzir o número de não vacinados entre os menores de 15 anos e melhorar as coberturas vacinais de outros imunizantes, conforme o Calendário Nacional. As vacinas aplicadas durante a campanha também estão disponíveis ao longo de todo o ano, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de ser uma das referências mundiais em imunização e possuir um dos maiores programas de vacinação do mundo, o Brasil tem enfrentado alguns problemas com a queda da cobertura vacinal nos últimos anos.

Algumas doenças como a rubéola e a poliomielite ainda permanecem erradicadas no país, mas, em 2019, foi restabelecida a transmissão endêmica do sarampo e o Brasil perdeu o certificado de área livre da doença.

Na Bahia, até a semana epidemiológica n° 20/2022, foram notificados 85 casos de doenças exantemáticas (que têm manifestações na pele), sendo 77 de sarampo e oito de rubéola, com 60 casos descartados e que 25 permanecem em investigação. Em Vitória da Conquista, neste ano, foram notificados 16 casos de doenças exantemáticas na infância e todos eles já descartados.

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