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Mesmo com bombas paradas por problemas técnicos, águas da Transposição do Rio São Francisco continuam abastecendo o Ceará

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As duas motobombas da Estação de Bombeamento 3 (EBI-3), do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, continuam paradas por problemas técnicos. Os equipamentos, instalados no município de Salgueiro, no estado de Pernambuco, continuam em manutenção.

Mesmo assim, o Ceará continua recebendo água pela barragem de Jati, no Cariri cearense, abastecida antes da interrupção do bombeamento.

De acordo com reportagem do Diário do Nordeste, a bomba 1 teve o funcionamento interrompido em março e a bomba 2 não funciona desde 2022. A previsão inicial do governo federal era de que o bombeamento estivesse reestabelecido no último dia 10, no entanto, a manutenção não foi concluída a tempo.

Em nota, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) – responsável pela Estação de Bombeamento – informou que a motobomba 1 ainda não voltou a funcionar, pois “uma das peças necessárias está em processo de desembaraço alfandegário”. A estimativa do MIDR é que será liberada nos próximos dias para a conclusão do serviço.

O Ministério destacou que “após o período de chuvas, todos os reservatórios e barragens atendidos por esta estação de bombeamento estão abastecidos. Ou seja, não há qualquer prejuízo no fornecimento de água aos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte”.

Na nota, o MID informa que “o reparo na EBI3 foi necessário após ocorrência de vibração excessiva, desde o fim de 2022, que causou desgaste relevante nos rolamentos. A medida foi adotada com o objetivo de preservar o bem público e a segurança da operação”.

Na ocasião da interrupção do bombeamento,  o secretário executivo da Secretaria de Recursos Hídrico do Ceará (SRH), Ramon Rodrigues, explicou que o Estado só terá preocupações referentes à entrega das águas da Transposição se a bomba 1 não entrar em operação até maio.

Ele, à época, explicou que as bombas da Estação de Bombeamento 3 (EBI-3), em Salgueiro (PE), são as últimas do percurso antes de chegar ao Ceará. Dessa estação em diante, as águas das Transposição vem por gravidade, usando declives. Mas, ele também ponderou que não havia riscos para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza.

No caso da outra motobomba, à época, o MIDR também informou que ela passa por uma manutenção e tem o retorno de operação programado para a segunda quinzena de julho, o que garantirá a plena capacidade de bombeamento da EBI3.

Em fevereiro, o Governo do Ceará anunciou que fez o pedido ao Governo Federal de liberação das águas do São Francisco. A solicitação foi de transferência de 10 m³/s para o Estado, pois quando as 2 bombas estão em operação na Estação de Bombeamento 3 (EBI-3) a capacidade de transferência é de 25 m³/s. Mas, como uma das bombas já estava parada, a capacidade de transferência ficou em 12,5 m³/s e o Governo Federal autorizou 6,5 m³/s para o Ceará.

Na época, a ideia era de que as águas iriam percorrer cerca de 300 quilômetros até o Açude Castanhão e de lá seguiriam para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. Assim foi até o começo deste mês, quando a SRH interrompeu essa transferência visto que a Bacia Metropolitana está com um volume de água considerado confortável no atual momento.

A liberação foi solicitada para o ano todo, a contar a partir de fevereiro, pois o pedido não foi exatamente em vazão, mas sim em volume. Mas não há garantia que a água será transferida o ano todo. A decisão sobre exatamente até quando será o fornecimento cabe ao Governo Federal.

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