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PF apura se metanol abandonado é usado para adulterar bebidas

PF apura se metanol abandonado é usado para adulterar bebidas

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A Polícia Federal está investigando a possível utilização de metanol, abandonado por criminosos após uma operação contra o crime organizado no setor de combustíveis, na adulteração de bebidas alcoólicas. A informação foi divulgada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante uma entrevista nesta terça-feira, 7 de outubro.

De acordo com a Agência Brasil, o ministro afirmou que muitos caminhões e tanques de metanol foram deixados para trás após a operação. “Muitos caminhões e muitos tanques de metanol foram abandonados depois desta operação. E esta é uma hipótese que está sendo estudada, trilhada e acalentada pela Polícia Federal”, declarou Lewandowski.

A investigação busca determinar a origem do metanol, se é derivado de combustível fóssil ou de produtos agrícolas. “Se esta é origem do metanol que está adulterando as bebidas, a atuação repressiva será numa direção. Se esse metanol tiver origem a partir de produtos agrícolas, a repressão terá outros alvos”, explicou o ministro.

Lewandowski também mencionou a possibilidade de envolvimento do crime organizado nas falsificações de bebidas alcoólicas, que têm resultado em casos de intoxicação por metanol em várias regiões do país. Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou qualquer ligação entre as contaminações por metanol e o crime organizado. O estado de São Paulo registra o maior número de casos e mortes.

O ministro destacou que o governo pretende intensificar o controle sobre sites que comercializam rótulos, lacres, tampas e garrafas utilizados na falsificação de bebidas. Essa ação será coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor, Ministério da Agricultura e Receita Federal.

Ricardo Lewandowski anunciou a criação de um comitê, em parceria com a sociedade civil, para enfrentar os problemas relacionados às bebidas contaminadas por metanol. O comitê terá como objetivo planejar ações repressivas contra os responsáveis pela adulteração das bebidas e medidas protetivas para o setor de bebidas.

O anúncio foi feito após uma reunião com representantes do setor de bebidas. Segundo o ministro, o comitê será informal e servirá para a troca de informações sobre boas práticas e anúncios das providências tomadas, tanto pelo setor público quanto pelo privado, visando a uma solução rápida para o problema.

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