Foto: Gercivalda Porto
Estudantes criam canudo ecológico usando casca de ovo

Estudantes criam canudo ecológico usando casca de ovo

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O Brasil é um dos países que mais contribuem para a poluição dos oceanos com resíduos plásticos. Segundo pesquisa da ONG Oceana, cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico são despejadas anualmente nos mares brasileiros, representando 8% da poluição global desse tipo.

Para enfrentar esse desafio ambiental, três estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Anísio Teixeira, em Palmas de Monte Alto, decidiram inovar: Maria Alice, Luma Badaró e Lorrany Lopes desenvolveram um canudo ecológico feito a partir da casca de ovo.

A ideia surgiu em sala de aula, com o incentivo do professor Ueliton Oliveira. Para ele, iniciativas como essa são essenciais para a formação de jovens cientistas.

“A inserção dos jovens na educação científica e empreendedora é fundamental para a formação integral do estudante, pois contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e do protagonismo juvenil, preparando-os para enfrentar os desafios sociais, ambientais e econômicos do presente e do futuro”, afirma.

O projeto vai além da criatividade: a equipe pretende registrar patente para proteger a ideia e garantir exclusividade. “Pensamos em registrar patente, pois trata-se de uma proteção essencial para garantir exclusividade e evitar cópias.

Além disso, esse projeto não é apenas uma ideia criativa, e sim uma solução viável, com base científica e grande potencial de impacto ambiental e econômico”, explica Maria Alice.

As próximas etapas incluem comparar o ciclo de vida ambiental dos canudos ecológicos com os convencionais e desenvolver um design mais atrativo para o público infantil.

Segundo Lorrany Lopes, o diferencial do produto está no uso de um resíduo orgânico normalmente descartado, promovendo economia circular e redução do impacto ambiental.

“Diferente dos canudos convencionais feitos de plástico ou até mesmo de metais e bambu, o nosso utiliza um resíduo orgânico que normalmente seria descartado”, afirma.

O projeto nasceu nas aulas de geografia, quando a coorientadora Elivania Prates alertava os alunos sobre os impactos da poluição plástica no meio ambiente, e conta com o apoio da Secretaria da Educação da Bahia.

As estudantes destacam ainda o papel das feiras de ciências como incentivo para que jovens proponham soluções para problemas do cotidiano.

O desenvolvimento do canudo ecológico faz parte de um movimento maior na Bahia, em que pesquisadores e estudantes contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população por meio da ciência, tecnologia e inovação.

Esse tipo de trabalho é divulgado semanalmente pelo projeto Bahia Faz Ciência, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), que oferece também a oportunidade de indicar pautas para novas matérias científicas por meio do e-mail ascom@secti.ba.gov.br.

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