A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, assinaram nesta quinta-feira, 6 de novembro, no Centro Administrativo do Estado, a ordem de serviço para a Adutora do Agreste Potiguar.
Com capacidade de distribuir mais de 3,2 milhões de litros de água por hora, o sistema pretende assegurar o abastecimento de cerca de 500 mil potiguares. A obra, orçada em R$ 448,5 milhões e inserida no Novo PAC, será executada pela Codevasf.
O empreendimento tem como objetivo reforçar e ampliar o atendimento em 38 cidades do Litoral Leste e Agreste potiguar — 13 diretamente impactadas e 25 de forma ampliada.
“A realização dessa obra representa a concretização de um sonho de décadas. A primeira etapa começa agora e marca um avanço histórico para o abastecimento de água e o desenvolvimento da região”, disse Fátima Bezerra, ao agradecer o apoio do presidente Lula e de Rui Costa.
Rui Costa destacou que a adutora integra o programa Água para Todos e amplia a capilaridade da transposição do São Francisco por meio de barragens, adutoras e canais. Para o diretor-presidente da Codevasf, Lucas Oliveira, a obra se soma a ações estruturantes no estado: “Entre elas, a Adutora do Seridó, com entrega prevista para março do próximo ano. Somadas, ultrapassam 300 km de redes e reforçam a ‘maioridade hídrica’ do RN”, disse.
O vice-governador Walter Alves lembrou o histórico do programa de adutoras desde o governo Garibaldi Filho, somado às entregas recentes da Barragem de Oiticica e às obras da transposição.
Traçado, etapas e cronograma
O projeto visa atender a população atual estimada em 473,9 mil habitantes, com possibilidade de alcançar 510 mil até 2055. As duas primeiras etapas, que somam 168 km, serão iniciadas a partir da assinatura:
- Etapa 1 (80 km): Montanhas, Pedro Velho, Canguaretama, Nova Cruz, Santo Antônio e Serrinha;
- Etapa 2 (88 km): São José do Campestre, Lagoa D’Anta, Passa e Fica, Monte das Gameleiras, Serra de São Bento, Boa Saúde e Tangará;
- Etapa 3: ligará Tangará a Santa Cruz (fase de licitação).
A captação será no Rio Guajú. O início das obras está previsto para janeiro de 2026, com prazo de execução de cinco anos. O novo sistema reduzirá a pressão sobre a Lagoa do Bonfim, promovendo uso mais sustentável do manancial.
Execução e gestão
A execução caberá ao Consórcio Agreste Potiguar, formado por OCC Construções, COESA Construção e KL Serviços de Engenharia. Na próxima semana, o consórcio inicia a identificação da área do canteiro de obras.
O prefeito de Nova Cruz, Joquinha Nogueira, classificou a adutora como marco para a região: “Com sua construção, Nova Cruz e todo o Agreste viverão uma nova realidade, com mais qualidade de vida, condições para atrair investimentos e gerar empregos”.
Segundo o Governo do RN, a ordem de serviço integra um pacote de investimentos em infraestrutura hídrica conduzido pela SEMARH. Entre 2019 e 2025, o estado executou, iniciou e projetou 1.289,6 km de obras voltadas à ampliação do acesso à água e à sustentabilidade do sistema adutor.
