Foto: Redes Sociais
Rio Grande

Chuvas desta sexta encheram rios que abastecem barragem de Ceraíma

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As chuvas que atingiram as áreas de serra do município de Caetité no início da tarde desta sexta-feira, 7 de novembro, reforçaram o volume dos rios que alimentam a Barragem de Ceraíma, em Guanambi.

O temporal começou por volta das 13h30 e durou mais de uma hora. Registros de satélite indicaram a rápida formação da célula de tempestade sobre o município. Na sede, os pluviômetros marcaram 75 mm no Centro Administrativo e 85 mm no Alto do Observatório, acumulado suficiente para provocar enxurradas, arrastar veículos e invadir imóveis.

A posição de Caetité sobre um divisor de águas explica o destino dessa água: a precipitação ocorrida na sede do município escoa pelo Rio São João, segue para o Rio Brumado e, depois, ao Rio de Contas. Do outro lado do município, na vertente oeste da serra, a drenagem é para os rios Carnaíba de Fora e de Dentro — principal curso que abastece a Barragem de Ceraíma.

Na região do distrito de Brejinho das Ametistas, córregos e riachos afluentes do Carnaíba de Dentro receberam aporte significativo. Uma fração desse volume já escoa para o reservatório; outra fica retida em pequenos açudes ao longo da sub-bacia ou infiltra no solo, conforme as condições.

O Carnaíba de Dentro se forma no encontro dos rios Grande (que vem de Caetité) e das Uburanas, (que nasce na região de Guirapá, distrito de Pindaí, onde também choveu significativamente), pouco antes do início do lago de Ceraíma. Em vertente distinta corre o Carnaíba de Fora; a junção dos dois Carnaíbas origina o Rio das Rãs, que deságua no Rio São Francisco.

Esse aporte é relevante porque o sistema hídrico regional vem de meses com chuvas abaixo da média. Apesar disso, na cidade de Guanambi o volume ainda foi baixo, de 9 mm ao longo do dia, registrados pela estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada no Aeroporto.

Situação da Barragem de Ceraíma

De acordo com a Codevasf, o reservatório de Ceraíma armazena atualmente 16,6 milhões de m³ (hm³), o que corresponde a 32,5% de sua capacidade. É o menor percentual desde 2014, ano em que o lago iniciou a recuperação após um ciclo severo de estiagem que o levou a níveis críticos. O quadro atual resulta do período chuvoso anterior, insuficiente para recompor o volume: o acúmulo efetivo ficou em torno de 1,7 hm³, tendo sido reduzido antes mesmo do fim do período de chuvas.

A situação preocupa produtores do Perímetro Irrigado de Ceraíma, que temem impactos na próxima safra caso persista a necessidade de racionamento. No início da década passada, a falta de água chegou a inviabilizar a irrigação em praticamente todo o perímetro, com reflexos na produção local.

Além disso, o reservatório é usado para complementar o Sistema Adutor do Algodão, responsável pelo abastecimento de várias cidades e distritos.

Enxurradas

Imagens e vídeos feitos por moradores mostram ruas tomadas pela água corrente, motos e carros arrastados e a entrada de água em comércios e residências, causando muitos danos em construções e mobiliários.

As equipes municipais seguem monitorando os pontos de maior risco e avaliando danos em vias e estruturas, enquanto a população é orientada a evitar travessias em áreas alagadas e a buscar locais seguros durante novas pancadas de chuva.

Previsão

A previsão do tempo aponta que deve continuar chovendo pelos próximos dias. Os volumes esperados para a Região de Guanambi giram em torno de 40 mm até o início da próxima semana, como possibilidade de temporais mais intensos em algumas localidades como ocorrido em Caetité.

Veja a previsão diária para Caetité e Guanambi

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