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Seagri instrui produtores do semiárido com sobre zoneamento climático para cultivo de mamona

Seagri instrui produtores do semiárido com sobre zoneamento climático para cultivo de mamona

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) orientou produtores do semiárido sobre o zoneamento de risco climático para a cultura da mamona, durante o I Seminário Territorial da Mamona, realizado nesta quinta-feira, 6 de outubro, em Lapão, na região de Irecê.

O tema foi apresentado pelo diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, que destacou o uso do aplicativo Zarc Plantio Certo como uma ferramenta essencial para auxiliar os agricultores a prevenir riscos que possam comprometer a produção da mamona.

Desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Embrapa, o app é gratuito e permite ao produtor consultar as janelas de plantio com base em níveis de risco, levando em conta variáveis como município, cultura, tipo de solo e ciclo do cultivo.

“É uma ferramenta que possui todas as regras para o plantio, indicando o índice dos riscos do solo, além da temperatura e pluviosidade para cada município. A portaria, atualizada anualmente pelo Ministério da Agricultura, indica como plantar de forma a evitar prejuízos”, explicou Assis Filho.

O diretor também ressaltou a relevância da mamona para o fortalecimento da agricultura familiar no semiárido. “A mamona é um símbolo do semiárido pela resistência. A Seagri está à disposição para auxiliar no que for necessário para impulsionar o setor”, afirmou.

O prefeito de Lapão e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território de Irecê, Márcio Messias, enfatizou que o seminário busca reunir novas ideias e promover inovação no setor. Ele lembrou que o município abriga a Indústria e Comércio de Óleo de Mamona (OLMA), que funciona 24 horas por dia e emprega mais de 60 trabalhadores.

“Queremos incentivar a produção em toda a região, gerando emprego e renda para a população. Para isso, precisamos da parceria do governo do estado e do governo federal para implementação de novas tecnologias, como a mecanização da produção e o uso de sementes de qualidade, que permitem aumentar a produção da mamona em até quatro vezes”, destacou o gestor.

O evento contou com a presença de representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE) e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), além de instituições como Embrapa, Conab, Coopsertão, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa e Sicoob.

Ferramenta essencial

O Zarc Plantio Certo indica o período mais adequado para a semeadura e as taxas associadas de risco de perdas, fornecendo também informações sobre produtividade potencial, tempo de maturação e floração das culturas. O uso do Zarc é obrigatório para que os agricultores possam acessar programas como o Proagro, o Proagro Mais (voltado à agricultura familiar) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Bahia lidera produção nacional

A Bahia é líder nacional na produção de mamona, com 37.825 toneladas colhidas em 2024, segundo dados do IBGE. As três maiores cidades produtoras do estado são Canarana (5.123 toneladas), Ibititá (4.536 toneladas) e Barro Alto (3.310 toneladas).

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