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MPBA firmou acordo com mais de 60 proprietários rurais para recuperação de áreas degradadas no Oeste da Bahia

MPBA firmou acordo com mais de 60 proprietários rurais para recuperação de áreas degradadas no Oeste da Bahia

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O fazendeiro Fabiano Lopes de Assis, do município de Coribe, foi um dos produtores rurais que aderiram ao projeto “Terra Protegida”, iniciativa do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) voltada à regularização de passivos ambientais no Oeste baiano.

Ele firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, comprometendo-se a recuperar 113,32 hectares de vegetação nativa, área equivalente à desmatada em 2023 em sua propriedade, além de pagar R$ 305 mil em indenização ambiental.

A assinatura do TAC ocorreu durante a quarta etapa do esforço concentrado do projeto, realizada nas regiões de Santa Maria da Vitória e Bom Jesus da Lapa. Ao todo, foram firmados 67 acordos com proprietários rurais, resultando em mais de R$ 4,8 milhões em indenizações e 5.141 hectares compensados, o equivalente a mais de sete mil campos de futebol.

Segundo o MPBA, os valores arrecadados são destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais (FDDF), que financia ações e projetos voltados à proteção dos direitos fundamentais e do meio ambiente. O acordo garante a regularização das propriedades, possibilitando que os produtores retomem o acesso a linhas de crédito e certificações ambientais.

Satisfeito com a regularização, Fabiano Lopes destacou os benefícios do projeto.

“É de grande valia para o produtor. Diante do acordo firmado, a gente passa a ter documentos que nos possibilitam ter, novamente, nossas linhas de crédito junto às instituições financeiras, sendo que a terra continua livre na mão do produtor pra gente produzir”, afirmou.

Preservação do Cerrado e uso de tecnologia

Para o promotor de Justiça Augusto César Carvalho de Matos, coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama), o projeto representa um marco na preservação do bioma Cerrado.

“Temos um marco histórico de preservação e de criação de unidades particulares de proteção natural. O projeto promove a responsabilização dos degradadores e, acima de tudo, cria um grande arco de proteção ambiental para o Oeste baiano”, ressaltou.

A promotora de Justiça Luciana Khoury, regional de Bom Jesus da Lapa, reforçou a importância da iniciativa para a Bacia do Corrente, afluente essencial do Rio São Francisco.

“É uma região rica em recursos hídricos, mas que vem sofrendo com o avanço do desmatamento ilegal e suas consequências sistêmicas para o Cerrado, a flora e a fauna”, pontuou.

De acordo com Rousyana Gomes, coordenadora do projeto e assessora técnica do Ceama, as ações do Terra Protegida se baseiam em um trabalho técnico e científico de alto nível.

“A prova técnica utilizada é robusta e irrefutável, construída com base em metodologias científicas consolidadas e recursos avançados de geotecnologia”, explicou.

Os dados que embasam os acordos foram produzidos e analisados pelo Centro Integrado de Geotecnologias (Cigeo), vinculado ao Laboratório de Geotecnologia do Ceama.

A força-tarefa também contou com a presença da promotora de Justiça Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Ambiental do Ministério Público da Paraíba, que manifestou interesse em levar o projeto para o seu estado. Além dela, participaram diversos promotores, servidores e consultores do MPBA, que deram suporte às negociações e fiscalizações ambientais.

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