Foto: Reprodução
Travessia Nêgo D’água reunirá nadadores de 12 cidades em percurso de dois quilômetros no Rio São Francisco

Travessia Nêgo D’água reunirá nadadores de 12 cidades em percurso de dois quilômetros no Rio São Francisco

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Juazeiro se prepara para sediar, neste domingo, 16 de novembro, a primeira edição da Travessia do Nêgo D’água, evento que promete marcar o calendário esportivo e cultural do Vale do São Francisco. A competição de natação em águas abertas já atrai participantes de 12 cidades brasileiras, reforçando o caráter regional e a projeção nacional da iniciativa.

Atletas de Petrolina, Juazeiro, Salvador, Ouricuri, Santa Maria da Boa Vista, Casa Nova, Serra Talhada, Aracaju, Jacobina, Camaragibe, Serrinha e Senhor do Bonfim confirmaram presença, ampliando a representatividade da travessia e fortalecendo a integração entre estados do Nordeste.

As inscrições seguem abertas até sábado (15), com taxa de R$ 100, e podem ser feitas online. Homens e mulheres de qualquer faixa etária podem participar, o que amplia ainda mais o alcance do evento.

Com percurso de 2 km, a largada será na Capitania Fluvial de Juazeiro (CFJ), da Marinha do Brasil, e a chegada acontecerá diante da estátua do Nêgo D’água, no bairro Angari. A proposta une atividade esportiva, celebração cultural e valorização do Rio São Francisco. Segundo a idealizadora da travessia, Alice Rocha, o objetivo vai além da competição:

“Queremos promover integração, respeito e amor pelo Velho Chico. Ver atletas de tantas cidades reunidos aqui mostra como o rio conecta histórias e identidades. Essa travessia fortalece nossa memória coletiva e engrandece a cultura ribeirinha”, afirmou.

Os organizadores informam que mais detalhes sobre o evento podem ser encontrados nos perfis oficiais @travessiadonegodagua e @sereiasdo.rio, além do contato telefônico (79) 9 9822-2717.

A lenda que inspira o evento

A prova presta homenagem ao Nêgo D’água, personagem tradicional do imaginário popular do São Francisco. Descrito como uma figura híbrida, com traços humanos e características anfíbias, o guardião das águas é conhecido por proteger o Velho Chico, assustar pescadores descuidados e derrubar embarcações. Como mandam as tradições ribeirinhas, ofertas de cachaça e fumo eram deixadas para mantê-lo tranquilo.

Em Juazeiro, a lenda ganhou forma física com a estátua de mais de 12 metros esculpida pelo artista Ledo Ivo Gomes de Oliveira, hoje um dos principais cartões-postais da cidade e símbolo da relação cultural e espiritual dos moradores com o rio.

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