O número de voos no Aeroporto Isaac Moura Rocha, em Guanambi, será reduzido nos próximos meses. A Azul Linhas Aéreas, única companhia a operar na cidade, diminuiu de sete para quatro as frequências semanais das conexões com Belo Horizonte.
A partir de dezembro, os voos para a capital mineira passarão a ocorrer apenas às segundas, terças, quartas e sextas-feiras. Para Salvador, estão mantidas as três frequências semanais, às segundas, quartas e sextas.
Com o novo desenho de malha, o próximo fim de semana será o último com operações regulares no terminal. Em dezembro, estão previstas 27 decolagens, número bem inferior às 45 registradas em outubro, de acordo com os Indicadores do Mercado Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na prática, o aeroporto deixará de contar com voos às quintas-feiras e aos fins de semana.
A redução repete um movimento observado todos os anos desde o início das operações comerciais da Azul em Guanambi, em 2021. No período de alta temporada em destinos turísticos, a empresa costuma reforçar a oferta de voos em cidades litorâneas e de maior demanda, ajustando a malha nas rotas regionais.
Em geral, a recomposição das frequências começa a ocorrer a partir de março. Para 2026, no entanto, ainda não há passagens disponíveis para quintas-feiras e fins de semana, pelo menos até junho, nos sistemas de venda da companhia.
Para dezembro, a programação prevê voos para Belo Horizonte e Salvador nos dias 1, 3, 5, 8, 10, 12, 15, 17, 19, 22, 26 e 29. Já nos dias 16, 23 e 30 – terças-feiras – a operação será exclusiva para Belo Horizonte. Todos os trechos são realizados com aeronaves ATR-72, com capacidade para cerca de 70 passageiros, modelo utilizado pela companhia nas rotas regionais.
Além da menor oferta, quem pretende viajar a partir de Guanambi em dezembro encontra valores elevados nas passagens. As tarifas variam de cerca de R$ 820 a quase R$ 3 mil, a depender da data e do destino. Em compras com maior antecedência, há registros de bilhetes a partir de R$ 630 tanto para Belo Horizonte quanto para Salvador, mas com disponibilidade limitada.
Os dados da Anac mostram que, em outubro, o Aeroporto Isaac Moura Rocha registrou 45 pousos e 45 decolagens, somando quase 3 mil embarques e desembarques. Aproximadamente 76% desse movimento teve como origem ou destino Belo Horizonte, enquanto Salvador respondeu por 24%. A taxa média de aproveitamento dos assentos ficou em 67%, sendo 65,4% nos voos para a capital mineira e 71,4% nas operações com a capital baiana.
Desde a reabertura para voos comerciais, em setembro de 2021, o terminal acumula cerca de 132 mil embarques e desembarques e mais de 1,5 mil decolagens. No cenário baiano, o movimento ainda é pequeno quando comparado aos principais aeroportos do estado: em outubro, Salvador concentrou 67,44% dos embarques e desembarques, seguido por Porto Seguro (22,58%), Ilhéus (4,74%) e Vitória da Conquista (4,11%). Guanambi respondeu por 0,32% do total, com 2.945 passageiros no mês.
Movimentação em Outubro – Aeroportos da Bahia
| Aeroporto (Origem e Destino) | Valor | Participação |
|---|---|---|
| SBSV – SALVADOR | 629.095 | 67,44% |
| SBPS – PORTO SEGURO | 210.587 | 22,58% |
| SBIL – ILHÉUS | 44.208 | 4,74% |
| SBVC – VITÓRIA DA CONQUISTA | 38.304 | 4,11% |
| SNBR – BARREIRAS | 3.706 | 0,40% |
| SNGI – GUANAMBI | 2.945 | 0,32% |
| SBTC – UNA | 2.616 | 0,28% |
| SBLE – LENÇÓIS | 858 | 0,09% |
| SNCL – CAIRU | 428 | 0,05% |
Concessão
O Aeroporto de Guanambi opera voos regulares para Belo Horizonte e Salvador desde setembro de 2021. A gestão aeroportuária é feita pela empresa Infracea, contratada pelo município para operacionalizar o terminal e garantir a certificação exigida pelos órgãos reguladores.
A expectativa é de que o quadro possa mudar com o programa AmpliAR, do governo estadual, que prevê um leilão de concessões regionais. O aeroporto de Guanambi está incluído entre os ativos que podem ser concedidos à iniciativa privada e, caso a operação seja concretizada, o terminal poderá receber cerca de R$ 80 milhões em investimentos estruturais.
Os recursos devem ser destinados à ampliação da pista para permitir operações com jatos comerciais, reforço do pavimento, ampliação do pátio de aeronaves e expansão do terminal de passageiros, o que pode abrir espaço para novas rotas e companhias no futuro.
O pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) está previsto para ocorrer nesta quinta-feira (27).
