O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta quinta-feira, 27 de novembro, a previsão climática para o mês de dezembro de 2025 em todo o país.
De acordo com o prognóstico do órgão, o mês será marcado por chuva acima da média em grande parte do Brasil, com destaque para Bahia e Piauí, enquanto a Região Sul deve registrar volumes abaixo do normal. As temperaturas tendem a ficar acima da climatologia histórica em quase todo o território nacional.
Confira a previsão por região
Nordeste
Para a Região Nordeste, o Inmet projeta acumulados de chuva acima da média em praticamente todo o território baiano e piauiense. Nos demais estados nordestinos, a tendência é de volumes próximos à climatologia de dezembro, com exceção de áreas isoladas no norte do Maranhão, onde a previsão indica precipitação abaixo da média. Esse cenário favorece o avanço da quadra chuvosa em áreas agrícolas e de pecuária.
A previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados da região, principalmente no sul do Piauí, onde os desvios podem chegar a 1 °C acima da média e os valores podem ultrapassar 27 °C. Mesmo em áreas próximas ao litoral, as temperaturas devem ser elevadas, oscilando entre 25,0 °C e 27,0 °C. Em grande parte do Rio Grande do Norte, norte da Paraíba e norte do Piauí, a previsão indica temperaturas dentro da média.
Norte
Na Região Norte, o prognóstico aponta chuva até 50 milímetros acima da média no centro-sul e centro-norte do Amazonas, no centro-sul de Tocantins, na maior parte do Pará e praticamente em todo o Amapá. Em áreas específicas de Tocantins e Amapá, os acumulados podem ficar até 150 milímetros acima da normal climatológica. Em contrapartida, Acre, oeste do Amazonas e centro-sul do Pará devem registrar volumes inferiores à média.
As temperaturas podem ficar até 1,5 °C acima da média em áreas como o sudeste do Pará, na divisa com Tocantins, com valores variando entre 25 °C e 32,5 °C. Algumas áreas do Amapá, oeste do Amazonas e noroeste do Pará podem registrar desvios próximos de zero ou até ligeiramente abaixo da média.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a previsão é de chuva acima do normal em praticamente todo o estado de Goiás, no oeste do Mato Grosso e no leste do Mato Grosso do Sul. Já a porção central de Mato Grosso e o noroeste do Mato Grosso do Sul podem registrar precipitações abaixo da média.
No Centro-Oeste, a previsão indica anomalias positivas em quase toda a região, com maior aquecimento no norte e leste de Mato Grosso e na faixa central de Mato Grosso do Sul.
Sudeste
No Sudeste, são esperados volumes acima do normal em quase todo o território de Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de grande parte de São Paulo, enquanto o Espírito Santo tende a ficar próximo da média.
As temperaturas médias podem ficar acima de 20 °C, com menores valores ocorrendo principalmente em áreas do leste de Minas Gerais e temperaturas mais elevadas previstas para a parte oeste de São Paulo, norte de Minas Gerais e todo o estado do Espírito Santo, com desvios de até 1 °C nessas regiões.
Região Sul
A Região Sul deve ser a mais seca em dezembro, segundo o Inmet. O acumulado de chuva deve ficar abaixo da média histórica em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com déficits que podem chegar a 75 milímetros no oeste do estado, além da maior parte de Santa Catarina e do oeste do Paraná. O cenário favorece a conclusão da colheita de culturas de inverno, mas pode exigir atenção para o abastecimento hídrico em algumas áreas.
Parte do Paraná, de Santa Catarina e do extremo sul gaúcho deve registrar temperaturas dentro da climatologia, enquanto a região central catarinense e grande parte do Paraná podem ficar até 1 °C acima da média, com valores superiores a 18 °C.
Impactos na agricultura
O Inmet também avalia possíveis impactos nas lavouras e pastagens. No Nordeste, o aumento das chuvas, combinado a temperaturas mais altas, tende a favorecer cultivos em desenvolvimento, como feijão, milho e fruticultura irrigada, assegurando melhor suprimento hídrico na fase de enchimento de grãos.
No Centro-Oeste, o cenário de chuva e calor beneficia soja e milho da primeira safra em fase vegetativa e de florescimento, mas períodos pontuais de déficit hídrico podem afetar áreas do norte de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul, especialmente em lavouras implantadas mais tardiamente.
Na Região Norte, o excesso de chuva em áreas como centro-norte do Amapá, Baixo Amazonas e sudeste do Pará deve favorecer o desenvolvimento vegetativo de culturas permanentes e pastagens, enquanto as zonas com precipitação abaixo da média, como oeste do Acre e do Amazonas, podem enfrentar maior risco de déficit hídrico, com reflexos em cacau, açaí e outras frutíferas.
No Sudeste, a combinação de chuva acima da média e temperaturas altas tende a favorecer a semeadura e o estabelecimento inicial de soja, milho, feijão e culturas perenes, como café e cana-de-açúcar.
No Sul, a menor chuva e as temperaturas mais elevadas podem favorecer a colheita de culturas de inverno e reduzir a incidência de doenças fúngicas, ao mesmo tempo em que exigem monitoramento para plantios de verão, que dependerão mais de janelas específicas de chuva para garantir boa germinação e desenvolvimento inicial.
O Inmet ressalta que os prognósticos climáticos do Inmet são probabilísticos e indicam tendências para o mês, não substituindo as previsões de curto prazo. Produtores rurais e defesas civis são orientados a acompanhar os boletins diários e eventuais avisos meteorológicos para ajustar o manejo das lavouras e adotar medidas preventivas diante de episódios de chuva intensa ou calor extremo.
