Fonte/Crédito: Manuela Cavadas / Seagri
Fonte/Crédito: Manuela Cavadas / Seagri

Dez cidades baianas serão arborizadas com espécies nativas e frutíferas

Anúncio
Anúncio

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) e a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) firmaram uma parceria nesta sexta-feira (6) para arborizar 10 cidades baianas com espécies nativas e frutíferas. O projeto começará em 2026 em Barreiras, no oeste do estado, com o plantio de mil mudas de espécies da Caatinga e do Cerrado, além de árvores frutíferas e madeireiras.

Durante a Fenagro, no Parque de Exposições de Salvador, seis mudas foram plantadas simbolicamente após a assinatura do termo de cooperação. Essas mudas fazem parte das 200 doadas pela ABAF para a arborização do parque. Segundo o Governo do Estado da Bahia, a parceria visa promover a sustentabilidade e o desenvolvimento responsável.

O secretário Pablo Barrozo destacou que a cadeia produtiva de base florestal da Bahia cresce de forma responsável, permitindo avanços sociais e ambientais. “Esse crescimento permite que avancemos enquanto sociedade, mas principalmente como seres humanos que cuidam do meio ambiente”, afirmou.

O projeto de arborização funcional busca aproximar as pessoas da natureza nas cidades, melhorar o clima urbano e o bem-estar da população. A Seagri orientará as prefeituras sobre espécies e manejo das mudas, além de capacitar as equipes municipais. A ABAF fornecerá as mudas e apoiará a mobilização comunitária. Um comitê de acompanhamento elaborará relatórios periódicos sobre os avanços.

Compromisso ambiental

Wilson Galvão Andrade, diretor-executivo da ABAF, ressaltou o compromisso ambiental do setor florestal. “São plantadas 286 mil árvores por dia no Brasil, seguindo uma meta de preservação equilibrada. Para cada hectare de eucalipto ou pinus plantado, mantemos um hectare de área preservada”, afirmou. Essa prática cria corredores ecológicos e resulta em um estoque de 4,9 bilhões de toneladas de carbono no país.

O projeto de arborização funcional vai além do paisagismo convencional ao unir critérios técnicos e benefícios ambientais. “Não se trata apenas de plantar árvores, mas de planejar o uso das espécies certas, nos locais adequados, para garantir sombra, conforto térmico, controle de enchentes, abrigo para a fauna e até estímulo à saúde mental da população”, explicou Paulo Sérgio Ramos, engenheiro-agrônomo da Seagri.

As espécies nativas do Cerrado e da Caatinga são adaptadas ao clima e solo da região, oferecendo resistência a pragas, doenças e eventos climáticos extremos. Essas árvores reduzem o calor nas ruas, aumentam a umidade do ar, oferecem sombra e filtram poluentes, além de atrair pássaros e outros animais, criando corredores verdes que conectam áreas urbanas à natureza ao redor.

Anúncio

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *