Imagem Ilustrativa | Uesb
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Estudo da Uesb aponta desigualdades e barreiras na vacinação contra hepatites no Sudoeste da Bahia

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Um estudo desenvolvido na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) identificou que fatores sociodemográficos influenciam diretamente a cobertura vacinal contra hepatites na região Sudoeste da Bahia. A pesquisa indica que escolaridade, renda, local de moradia e acesso aos serviços de saúde estão associados a diferenças no estado vacinal da população.

Intitulado “Perfil epidemiológico e estado vacinal das hepatites na população da região Sudoeste da Bahia”, o trabalho foi realizado no curso de Farmácia e conduzido por Ise Novaes como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sob orientação da professora Gisele Lemos. O estudo aponta barreiras que podem dificultar o acesso à imunização e sugere que os resultados podem contribuir para ações mais efetivas de prevenção e controle das hepatites virais.

A professora Gisele Lemos ressalta que as hepatites virais são doenças de notificação compulsória e responsáveis por impacto relevante na saúde pública. Segundo ela, a vacinação — especialmente contra a hepatite B — segue como uma das principais estratégias de prevenção e controle, sendo disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, o estudo observa desigualdades na cobertura entre diferentes grupos populacionais.

Para a pesquisadora, compreender como os determinantes sociais interferem no estado vacinal é essencial para orientar políticas públicas. A análise desses fatores, afirma, pode subsidiar ações mais equitativas por parte de gestores e profissionais de saúde, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução das desigualdades.

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos do DataSUS/TabNet, base amplamente usada na vigilância em saúde pública. A autora destaca, porém, limitações importantes do banco, citando possível subnotificação e defasagem temporal.

De acordo com o levantamento, até a conclusão do estudo não havia atualizações recentes: até a primeira quinzena de junho de 2024, estavam disponíveis apenas dados referentes ao ano de 2020, o que restringe a análise de doenças que exigem monitoramento contínuo.

A expectativa é que os resultados auxiliem a atuação de profissionais e gestores da região, oferecendo subsídios para campanhas de vacinação, vigilância epidemiológica e estratégias voltadas à redução de barreiras de acesso à imunização. O estudo também pode servir de base para novas pesquisas e ações direcionadas a públicos com maior vulnerabilidade.

A Uesb reúne outras produções acadêmicas na plataforma “Ciência na Uesb”, que divulga pesquisas realizadas na instituição.

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