Foto: Daniel Mello / Agencia Brasil
5557-ressarcimento-inss

Valor devolvido a aposentados e pensionistas vítimas de descontos ilegais chega a R$ 2,8 bilhões

Anúncio
Anúncio

O governo federal ressarciu R$ 2,82 bilhões a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que foram vítimas de descontos irregulares em seus benefícios. De acordo com a Agência Brasil, o valor foi divulgado em um balanço recente, com dados registrados até 26 de dezembro. Ao todo, 4.137.951 solicitações de contestação foram atendidas.

O balanço do INSS revelou que foram abertos 6.362.898 pedidos de contestação de descontos indevidos. Deste total, 6.231.376 contestações foram de beneficiários que não reconheceram os descontos feitos por associações, sindicatos e outras entidades. Apenas 131.522 pedidos tiveram reconhecimento de autorização para os descontos.

O governo federal contestou 44 entidades a prestarem informações sobre os descontos. As entidades responderam com documentação a 1.592.421 pedidos de apuração. O canal de atendimento mais utilizado para contestar os descontos foi o Meu INSS, com 3.440.069 pedidos, seguido pela central telefônica 135 e agências dos Correios.

Prazo e formas de contestação

Em novembro, o governo federal prorrogou o prazo de contestação para 14 de fevereiro de 2026. A adesão ao acordo de ressarcimento administrativo é válida para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025, evitando a necessidade de ação judicial. Quem ainda não contestou os descontos pode fazê-lo pelo aplicativo ou site Meu INSS, pela central 135 ou em agências dos Correios.

No aplicativo Meu INSS, é necessário fazer login na conta Gov.br e clicar em “Não autorizei o desconto” para registrar a contestação. A entidade tem até 15 dias úteis para responder. Caso não haja resposta, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

Os descontos das mensalidades associativas estão suspensos desde 23 de abril, após a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União. A operação revelou um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS. As fraudes estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Congresso Nacional.

Anúncio

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *