O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou nesta segunda-feira (5) o Informativo Meteorológico nº 51/2026, com análise das condições observadas entre 31 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026 e a tendência para os próximos dias.
No Nordeste, o destaque é a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), com previsão de pancadas mais frequentes no Maranhão, centro-sul do Piauí e no oeste e sul da Bahia, enquanto o restante do Sertão deve manter baixa umidade e o litoral segue com tempo mais firme na maior parte da semana.
A seguir, o detalhamento com foco no Nordeste, organizado por áreas.
Maranhão e centro-sul do Piauí
- Previsão de chuva: há indicativo de precipitação no Maranhão e no centro-sul do Piauí, com pancadas que podem vir com trovoadas pelo menos até a quarta-feira (8). A partir de quinta-feira, a tendência é de tempo mais estável, com exceção do sul do Maranhão.
- Temperaturas: no norte do Maranhão e do Piauí, as máximas seguem elevadas, na faixa de 38°C a 40°C. As mínimas, no centro-norte do Nordeste, ficam em padrão alto, entre 22°C e 26°C.
- Impactos na agricultura: onde a chuva se mantiver mais presente, tende a haver reposição de umidade no solo, mas também aumenta o risco de interrupções em operações de campo durante pancadas com trovoadas. Com temperaturas elevadas, a demanda hídrica de culturas e pastagens continua alta.
Oeste e sul da Bahia
- Previsão de chuva: o VCAN deve favorecer pancadas no oeste e no sul da Bahia até a quarta-feira (8), com altos índices de umidade nessas áreas durante esse período. Depois, a tendência é de tempo mais estável na maior parte do Nordeste.
- Temperaturas: no sul da Bahia, as máximas variam entre 26°C e 30°C na primeira metade da semana, mas voltam a superar 30°C entre os dias 8 e 9.
- Impactos na agricultura: a expectativa de chuva no oeste pode melhorar a umidade do solo em áreas de sequeiro e apoiar a recuperação de pastagens, enquanto o retorno do calor no sul amplia a necessidade de atenção ao estresse térmico em animais e à evapotranspiração, principalmente em áreas com menor cobertura do solo.
Sertão (CE, RN, PB, PE e interior de outros estados)
- Previsão de chuva: fora das áreas com instabilidade mais organizada (Meio-Norte e oeste/sul da Bahia), a tendência é de pouca chuva e umidade relativa baixa, com o Inmet indicando umidade abaixo de 30% nas demais partes do Sertão.
- Temperaturas: as máximas seguem elevadas em áreas do Sertão, com destaque para faixas que incluem também o nordeste da Bahia, entre 38°C e 40°C.
- Impactos na agricultura: o cenário de calor e baixa umidade aumenta o risco de estresse hídrico em lavouras e pastagens e tende a elevar a necessidade de manejo de água onde houver irrigação, além de reduzir a eficiência de algumas operações em horários de maior aquecimento.
Litoral do Nordeste e Chapada Diamantina
- Previsão de chuva: no litoral, o Inmet aponta tempo firme na maior parte da semana, com umidade mínima acima de 45%.
- Temperaturas: na Chapada Diamantina, as mínimas ficam entre 16°C e 20°C, abaixo do padrão do centro-norte do Nordeste.
- Impactos na agricultura: com menor ocorrência de chuva no litoral, a atenção se volta para a disponibilidade de água em sistemas produtivos dependentes de irrigação. Na Chapada, as noites mais amenas podem reduzir o estresse térmico em algumas culturas, mas o manejo segue condicionado à disponibilidade de umidade no solo.
Demais regiões do país
Fora do Nordeste, o Inmet indica chuvas volumosas no Centro-Oeste entre Goiás e Mato Grosso, com acumulados que podem ultrapassar 150 mm, e tempo mais aberto em Goiás no fim de semana. No Sudeste, a previsão sinaliza fortes chuvas
até a primeira metade da semana associadas à ZCAS, com tendência de melhora a partir de quinta-feira. No Sul, a semana começa mais estável, mas há previsão de tempestades a partir de quarta-feira, com acumulados estimados de até 150 mm.
Resumo das condições observadas (31/12 a 04/01)
Nos últimos cinco dias analisados pelo Inmet, os acumulados de chuva no Nordeste ficaram abaixo de 10 mm em grande parte dos estados. As exceções foram o centro-sul do Maranhão, o Piauí e o oeste da Bahia, onde os volumes superaram 30 mm.
Entre os maiores registros aparecem Irecê (98,6 mm) e Guanambi (40,6 mm), na Bahia, e Carolina (33,0 mm), no Maranhão.
O informativo também destaca a ocorrência de baixa umidade relativa mínima na região, com valores inferiores a 20% observados em estações como Monteiro (PB), Ouricuri (PE) e Itabaianinha (SE), chegando a 19% entre 3 e 4 de janeiro.
