Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), revelou os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. De acordo com a Agência Brasil, o estado de São Paulo concentra 30 dessas instituições, seguido por Goiás, que abriga 10% do total.
A pesquisa faz parte do processo classificatório do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja premiação ocorrerá em maio deste ano. O médico sanitarista Renilson Rehem, ex-presidente do Ibross e coordenador do estudo, destacou que o objetivo é apoiar o sistema público e contribuir para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O mais importante não é tanto o ranking, mas o destaque dos melhores hospitais. Ao fazer isso, estamos dando uma pauta positiva para os hospitais públicos que normalmente vivem mais com pautas negativas, considerando as dificuldades que enfrentam”, afirmou Rehem à Agência Brasil.
Critérios de Avaliação
Os critérios principais para a avaliação incluíram acreditação hospitalar, taxas de ocupação e de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados. A lista considerou apenas hospitais que oferecem assistência 100% pelo SUS, sem atendimento por operadoras de saúde, e que se enquadram como hospitais gerais ou especializados em áreas como ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade.
Entre agosto de 2024 e julho de 2025, todos os hospitais públicos avaliados possuíam mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram incluídos no estudo.
Além de São Paulo e Goiás, outros estados também se destacaram no levantamento: Pará e Santa Catarina (7% cada), Pernambuco e Rio de Janeiro (6% cada), Paraná (5%), Amazonas, Bahia, Distrito Federal e Maranhão (3% cada), entre outros.
A disparidade em relação a São Paulo ocorre, segundo os realizadores, porque o estado possui mais hospitais públicos que atendem integralmente pelo SUS, tanto em termos proporcionais quanto absolutos. No estado, 17 das 30 instituições destacadas são estaduais, enquanto as demais são municipais.
