A Operação Carta Marcada foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 27 de janeiro, para investigar um esquema criminoso em contratos de prestação de serviços entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As investigações apontam indícios de direcionamento contratual e contratações reiteradas sem licitação, possivelmente violando a legislação.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). As ordens judiciais também afastaram dois servidores municipais, incluindo um secretário e uma servidora da Controladoria, além de bloquear cerca de R$ 2 milhões em bens de cada investigado.
Conforme informações da Secretaria de Segurança Pública, as investigações revelam uma atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas de consultoria, diretamente ligadas aos contratos investigados. O grupo tinha divisão de tarefas e mecanismos para ocultar e desviar recursos de contratos supostamente superfaturados.
A operação, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), envolveu 60 policiais civis. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em espécie e computadores, que serão periciados para aprofundar as investigações.
As apurações continuam para identificar outros recursos possivelmente desviados e novos integrantes do grupo criminoso, visando a completa responsabilização dos envolvidos.
