A Caixa Econômica Federal realiza nesta quinta-feira (29) o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 9. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas com adicionais, o valor médio sobe para R$ 697,77. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 18,77 milhões de famílias neste mês, com um gasto total de R$ 13,1 bilhões.
Além do benefício mínimo, são pagos adicionais como o Benefício Variável Familiar Nutriz, que oferece seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança. Há também um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, um adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos e R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar informações sobre datas de pagamento, valores e composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Em 176 cidades de nove estados, o pagamento foi realizado no último dia 19, independentemente do NIS. Essa medida beneficiou moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca, além de cidades na Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Essas localidades enfrentam chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista completa dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, conforme estabelecido pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é destinado a pessoas que vivem exclusivamente da pesca artesanal e não podem exercer a atividade durante a piracema.
Regra de proteção
Cerca de 2,44 milhões de famílias estão sob a regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias com membros que consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba até meio salário mínimo. No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança só afeta famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025.
Neste mês, não haverá pagamento do Auxílio Gás, que é destinado a famílias cadastradas no CadÚnico. O benefício é pago a cada dois meses e retornará em fevereiro. Apenas famílias incluídas no CadÚnico, com pelo menos um membro recebendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), têm direito ao Auxílio Gás. A lei que criou o programa dá preferência à mulher responsável pela família e a mulheres vítimas de violência doméstica.
