Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil
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Ministério da Saúde abriu três mil vagas para residência e 900 para especialistas

O Ministério da Saúde anunciou a abertura de um edital para a oferta de 3 mil vagas de residência médica. Com essa iniciativa, o governo federal passa a ser responsável por mais de 60% do total de residentes no Brasil, totalizando 35 mil profissionais. O investimento previsto para essa ação é de R$ 3 bilhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, as bolsas financiadas pelo governo serão destinadas a áreas consideradas prioritárias dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa estratégia visa ampliar a oferta e a distribuição de profissionais de saúde pelo país.

“Com essa política, que integra o programa Agora Tem Especialistas, a pasta foi responsável, em conjunto com o Ministério da Educação, pela criação de 806 novos programas de residência médica, impactando na ampliação da formação de médicos especialistas no país”, informou o ministério.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, no último ano, houve um aumento de cerca de 15% no número de vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica. Em oftalmologia, o crescimento foi de 14%, e em radioterapia, de 10%.

Especialistas

Além disso, foi lançado um edital para a seleção de 900 médicos especialistas em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. Esses profissionais atuarão em regiões remotas, de alta demanda e maior vulnerabilidade social.

“Atualmente, são 583 médicos especialistas atuando no programa em todas as regiões do país e, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte atua no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%)”, informou a pasta.

Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que essas ações fazem parte de um conjunto de políticas voltadas para a formação profissional em saúde, em parceria com o Ministério da Educação.

“Estamos enfrentando dois grandes desafios no Sistema Único de Saúde do nosso país hoje. O primeiro é a própria formação profissional, em especial, dos profissionais de ensino superior em saúde, a formação especializada. Tanto a especialização, a residência médica, quanto a formação multiprofissional”, explicou.

Padilha destacou a importância de ter profissionais bem formados e com qualificação e atualização permanentes, além de instituições formadoras abertas a essas necessidades.

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