A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (27) que a bandeira tarifária verde será mantida no mês de março. Este é o terceiro mês consecutivo em que a bandeira permanece no mesmo patamar, o que significa que não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia elétrica dos consumidores.
De acordo com a Aneel, o aumento no volume de chuvas em fevereiro e a elevação do nível dos reservatórios foram fatores que contribuíram para a manutenção da bandeira verde. “Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas”, informou a agência.
Pelo calendário divulgado pela Aneel, a definição sobre a bandeira a ser aplicada em abril será anunciada no dia 27 de março.
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras, divididas em cores, indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia mensalmente as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica, definindo a melhor estratégia de geração para atender à demanda e traçando uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras. As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há acréscimos. Já as bandeiras vermelha ou amarela implicam em acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Atualmente, os valores cobrados são: bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh; bandeira vermelha, patamar 1, com acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh; e bandeira vermelha, patamar 2, com acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.
