Foto: Embrapa tabuleiros costeiro
bicudo vermelho

Mapa alerta para risco do bicudo-vermelho e reforça medidas de prevenção no país

Mapa alerta para o risco de introdução do bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus) no Brasil e reforça medidas de prevenção e vigilância fitossanitária, diante do registro da praga em países vizinhos, como Uruguai e Argentina. A preocupação envolve principalmente o trânsito irregular de mudas e plantas hospedeiras, especialmente em áreas de fronteira.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o bicudo-vermelho é uma praga quarentenária ausente no Brasil, mas com potencial de causar danos relevantes a diferentes espécies de palmeiras. O órgão intensificou ações para reduzir o risco de entrada e disseminação, com reforço da vigilância em fronteiras e pontos de ingresso no país.

A prevenção é apontada como a medida mais eficaz e econômica. O Mapa orienta produtores, comerciantes, paisagistas e a população a adquirir plantas somente de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária, além de evitar o transporte de mudas de origem desconhecida, sobretudo em regiões próximas às fronteiras.

O bicudo-vermelho é um besouro que ataca palmeiras como coqueiro, dendezeiro e espécies ornamentais. Os principais danos são provocados pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, o que dificulta a detecção precoce e o controle. Em infestações avançadas, a praga pode provocar o colapso da copa e levar à morte da planta.

Entre os sinais de alerta estão orifícios no tronco com exsudação de seiva ou presença de fibras mastigadas; mau cheiro proveniente da planta; amarelecimento e queda das folhas centrais; e deformação da copa, que pode ficar achatada em estágios avançados. A identificação precoce é considerada importante para evitar a disseminação.

A praga pode ser confundida com a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), espécie já presente no Brasil. Por isso, a confirmação deve ser realizada por profissionais do Mapa ou pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV), responsáveis por ações de defesa vegetal nos estados.

Os impactos potenciais incluem prejuízos econômicos à produção de coco e dendê e ao setor ornamental, além da morte de palmeiras de elevado valor econômico e paisagístico em áreas urbanas e rurais. O risco de rápida disseminação é associado ao trânsito de mudas, com possíveis impactos ambientais e paisagísticos.

Entre as medidas preventivas adotadas pelo Mapa estão o reforço da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso, a capacitação de equipes técnicas e a divulgação de alertas e materiais informativos. O órgão também destaca a necessidade de ações coordenadas entre diferentes instâncias de fiscalização e monitoramento.

Em caso de suspeita, a orientação é não manipular nem transportar o material e comunicar imediatamente a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/Mapa) ou o órgão estadual de defesa sanitária vegetal. As informações também podem ser encaminhadas para o e-mail alertapragas@agro.gov.br.

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