A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (24) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. O cronograma segue o calendário regular do programa, com depósitos conforme o final do NIS.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o valor mínimo do benefício é de R$ 600, e, com adicionais, o valor médio sobe para R$ 683,75. Ainda de acordo com a pasta, neste mês o programa alcança 18,73 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,77 bilhões.
Além do valor mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses, para garantir a alimentação da criança. O programa também prevê acréscimos de R$ 50 e de R$ 150, conforme a composição familiar.
Calendário e consulta
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário pode consultar datas, valores e composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Segundo a Caixa, beneficiários de 171 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida incluiu 126 municípios do Rio Grande do Norte, em razão da seca, e cidades de Minas Gerais afetadas por enchentes, como Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga.
Também houve pagamento antecipado para municípios do Amazonas (três), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (uma), Rio de Janeiro (quatro), Roraima (seis) e Sergipe (nove). Essas localidades foram atingidas por chuvas ou estiagens, ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.
A lista de municípios com pagamento unificado está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que retomou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que vivem exclusivamente da pesca artesanal durante o período da piracema.
Regra de proteção
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. A regra permite que famílias que aumentem a renda com emprego recebam 50% do benefício por até dois anos, desde que cada integrante receba até meio salário mínimo.
De acordo com informações oficiais, em 2025 o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou até maio de 2025 mantém o recebimento de metade do benefício por dois anos.
