Foto: Google Street View
Delegacia de Guanambi

Polícia Civil localizou jovem após suspeita de sequestro e apura falsa comunicação de crime em Guanambi

A Polícia Civil da Bahia localizou, na madrugada desta terça-feira, 19 de maio, uma jovem de 19 anos que havia sido inicialmente apontada como possível vítima de extorsão mediante sequestro em Guanambi. Após diligências, a corporação constatou que a situação se tratava de uma falsa comunicação de crime.

O caso começou após o registro de um Boletim de Ocorrência informando o desaparecimento da jovem desde a manhã de segunda-feira (18). De acordo com os relatos apresentados à polícia, familiares realizaram buscas em hospitais, unidades de saúde e residências de parentes e amigos, mas não conseguiram encontrá-la.

Durante o atendimento da ocorrência, o namorado da jovem apresentou mensagens recebidas por WhatsApp, enviadas de um número desconhecido. O conteúdo fazia ameaças de morte e indicava uma possível situação de sequestro.

Diante da gravidade das informações, o plantão policial acionou a Coordenadoria Regional e o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti) Semiárido. As equipes iniciaram diligências de campo e levantamentos de inteligência para localizar a suposta vítima e identificar possíveis envolvidos.

Após as investigações, os policiais encontraram a jovem em uma residência no bairro São Francisco, em Guanambi. Ela estava na companhia de amigos e não apresentava sinais de violência ou de privação de liberdade.

Segundo a Polícia Civil, os esclarecimentos prestados posteriormente indicaram que o caso estava relacionado a desentendimentos amorosos entre a jovem e o namorado, após uma discussão durante um evento festivo realizado na cidade.

Ainda conforme as investigações, mensagens ameaçadoras foram enviadas ao namorado por aplicativo de mensagens, simulando uma situação de extorsão mediante sequestro. A versão foi desmentida durante os depoimentos colhidos pela polícia.

O delegado Zanderlan Fernandes, coordenador da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), afirmou que a Polícia Civil precisa agir imediatamente quando recebe uma ocorrência dessa natureza, especialmente em casos envolvendo desaparecimento.

“Esse fato chegou até nós a partir do registro do boletim de ocorrência. O pai da jovem comunicou o desaparecimento e, em seguida, apareceram mensagens ameaçadoras, com referência a sequestro, enviadas ao namorado. A Polícia Civil tem o dever de fazer a verificação inicial e agir de imediato”, disse.

O delegado ressaltou que, apesar de o caso ter sido esclarecido sem confirmação de sequestro, a comunicação falsa de crime mobiliza a estrutura policial. “Felizmente, foi uma comunicação falsa de crime. Mas a nossa função foi cumprida. Quando envolve desaparecimento, a polícia precisa agir de imediato”, afirmou.

Diante dos fatos apurados, foi instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para apurar o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção, previsto no artigo 340 do Código Penal.

As medidas legais cabíveis foram adotadas pela Polícia Civil, e o procedimento ficará à disposição da Justiça.

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