Foto: Previsão de chuva acumulada (20 a 27 de julho de 2026). Fonte: Inmet
previsao inmet 20 de julho

Confira a previsão do Inmet para todo o país até 27 de julho

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, nesta segunda-feira (20), o Informativo Meteorológico Semanal nº 29 de 2026, com a previsão das condições de chuva e temperatura no Brasil entre os dias 20 e 27 de julho.

Os maiores volumes de chuva são esperados na Região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem chegar a 200 milímetros em algumas áreas. Também há previsão de chuva mais volumosa no litoral do Nordeste e no extremo norte do país.

Em grande parte do Centro-Oeste, do interior nordestino e de áreas das regiões Norte e Sudeste, o tempo firme deve predominar durante boa parte da semana. No Sudeste e no Sul, entretanto, o avanço de sistemas frontais deverá provocar chuva e redução das temperaturas na segunda metade do período.

Região Norte

Na Região Norte, os maiores acumulados são previstos para o centro-oeste do Amazonas e para Roraima. Os volumes podem ultrapassar pontualmente os 60 milímetros até o próximo domingo (27).

No litoral do Pará, no Amapá e no Acre, a chuva acumulada deve ficar próxima de 30 milímetros. Nas demais áreas, os volumes previstos são baixos, geralmente inferiores a 5 milímetros. No sul da região, não há previsão de chuva significativa durante a semana.

As temperaturas permanecerão elevadas, com máximas geralmente entre 34°C e 36°C. No sul do Amazonas, os termômetros podem alcançar pontualmente 38°C.

As menores temperaturas devem ocorrer no Tocantins. Nesta segunda-feira, a mínima chegou a 14,8°C em Paranã. Nos dias seguintes, localidades do sudeste tocantinense poderão registrar mínimas próximas de 18°C. No restante da região, os valores mínimos devem variar principalmente entre 22°C e 28°C.

Região Nordeste

No Nordeste, a chuva deve ficar concentrada na faixa litorânea. O maior volume é previsto para a área entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, onde os acumulados podem chegar a 80 milímetros durante a semana.

Nos demais trechos do litoral, os volumes devem variar entre 5 e 40 milímetros. Em grande parte do interior, sobretudo no Sertão Nordestino, não há previsão de chuva.

A semana será marcada por diferenças de temperatura entre o interior e o litoral. As menores marcas são previstas para o centro e o oeste da Bahia, enquanto as temperaturas mais elevadas devem ocorrer no Piauí.

Nesta segunda-feira, Correntina, no oeste baiano, registrou temperatura próxima de 11°C. Entre terça (21) e sexta-feira (24), as mínimas devem ficar em torno de 13°C em áreas do interior da Bahia.

No Piauí, as máximas devem alcançar cerca de 34°C no início da semana e podem chegar a 36°C no norte do estado entre quinta e sexta-feira.

Região Centro-Oeste

Na maior parte do Centro-Oeste, o tempo firme deve predominar. A previsão indica pouca ou nenhuma chuva no Distrito Federal, em Goiás e em Mato Grosso.

A principal exceção será Mato Grosso do Sul. A partir de quarta-feira (22), pancadas de chuva poderão atingir principalmente o centro-sul do estado, com acumulados pontuais próximos de 40 milímetros.

Uma massa de ar seco manterá as temperaturas elevadas, especialmente em Mato Grosso. As máximas devem ficar próximas de 36°C em várias áreas e poderão atingir pontualmente 38°C no extremo noroeste do estado.

As menores temperaturas são esperadas no Distrito Federal. Brasília registrou cerca de 11°C nesta segunda-feira. A partir de quarta, as mínimas devem subir ligeiramente, ficando próximas de 13°C no Distrito Federal e em áreas do sul de Mato Grosso do Sul.

Região Sudeste

O início da semana será de tempo estável no Sudeste, sob influência de um sistema de alta pressão. Na segunda metade do período, um sistema frontal oceânico deverá aumentar as instabilidades, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os acumulados podem chegar a 50 milímetros em algumas localidades desses dois estados. A chuva deverá ocorrer principalmente após vários dias de tempo firme no começo da semana.

A frente fria também deverá provocar queda das temperaturas, com maior impacto entre quinta (23) e sexta-feira (24).

Nesta segunda-feira, a menor temperatura registrada na região foi de 6,8°C em Maria da Fé, no sul de Minas Gerais. Até quarta, as mínimas devem permanecer próximas de 10°C no sul mineiro, enquanto as máximas poderão atingir 32°C no oeste de São Paulo.

Na quinta-feira, as máximas devem cair para cerca de 30°C em áreas do oeste e norte paulista, no Triângulo Mineiro e no norte de Minas Gerais. Na sexta, mínimas próximas de 10°C poderão alcançar também a capital paulista e outras áreas do centro-sul de Minas Gerais.

Região Sul

A Região Sul concentrará os maiores volumes de chuva da semana. O tempo começa instável devido à atuação de sistemas frontais, com destaque para o Rio Grande do Sul.

Em algumas áreas gaúchas, o acumulado pode chegar a 200 milímetros, condição que poderá provocar transtornos. Em Santa Catarina e no Paraná, os volumes previstos são menores, mas ainda significativos, variando entre 30 e 70 milímetros.

As temperaturas estarão mais elevadas nos primeiros dias da semana, sobretudo no Paraná, onde as máximas podem alcançar 32°C no norte do estado.

Com o avanço da frente fria, os termômetros deverão cair na segunda metade da semana. As mínimas devem variar entre 8°C e 14°C na maior parte da região, podendo ficar entre 2°C e 4°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

Nas regiões mais elevadas, as máximas poderão ficar entre 10°C e 12°C. Nas demais áreas, os valores deverão variar entre 16°C e 22°C.

Condições observadas nos últimos dias

O informativo também apresentou um resumo das condições registradas entre 15 e 19 de julho. Nesse período, os maiores acumulados de chuva ocorreram no Pará, no Amapá, na costa leste do Nordeste e no sul do Rio Grande do Sul.

Na Região Norte, Macapá acumulou 63,6 milímetros, enquanto Mina do Palito e Tucumã, no Pará, registraram 44,2 e 32,6 milímetros, respectivamente.

No Nordeste, Natal teve o maior volume entre as estações destacadas pelo Inmet, com 159,4 milímetros em cinco dias. Recife acumulou 64,2 milímetros e Areia, na Paraíba, registrou 40,4 milímetros. No Centro-Oeste e no Sudeste, predominaram baixos acumulados, compatíveis com o período seco.

No Sul, Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, registrou 128,1 milímetros. Herval acumulou 45 milímetros e Aceguá, 43,4 milímetros. As chuvas foram associadas à atuação de uma área de baixa pressão e de uma frente fria, combinadas ao transporte de ar quente e úmido da Amazônia.

As temperaturas observadas também apresentaram grandes diferenças pelo país. Vitória da Conquista registrou a menor temperatura do Nordeste no período, com 7,3°C no dia 16. No Sudeste, Monte Verde, em Minas Gerais, marcou 0,8°C, enquanto Água Clara, em Mato Grosso do Sul, teve mínima de 6,1°C.

Entre as maiores temperaturas, o Inmet destacou 38,4°C em Quaraí, no Rio Grande do Sul, 36,7°C em São Miguel do Araguaia, em Goiás, e 35,8°C em Formoso do Araguaia e Araguaçu, no Tocantins.

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