O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana marcada por chuva volumosa no Sul, precipitações concentradas em áreas do Norte e predomínio de tempo seco em grande parte do interior do país.
O Informativo Meteorológico Semanal nº 30, divulgado nesta segunda-feira, 27 de julho, apresenta a previsão de chuva acumulada entre esta segunda e 3 de agosto. Para as temperaturas, o detalhamento diário abrange o período de 27 a 31 de julho.
O maior destaque é o Rio Grande do Sul, onde os volumes acumulados podem chegar a 200 milímetros em pontos isolados. Sistemas frontais e cavados também devem provocar tempestades e possibilidade de granizo no estado.
Em sentido oposto, o tempo firme deve prevalecer em grande parte do Sertão Nordestino, do Centro-Oeste e do Sudeste. Nessas áreas, a combinação entre baixa umidade e temperaturas elevadas deve manter condições típicas do período seco.
As temperaturas podem alcançar 38°C em áreas das regiões Norte e Centro-Oeste. Ao mesmo tempo, mínimas próximas ou inferiores a 10°C são previstas para áreas serranas do Sul e do Sudeste, mantendo um contraste térmico expressivo entre diferentes partes do país.
Região Norte
As chuvas devem se concentrar no oeste do Amazonas e em Roraima, onde os volumes acumulados podem ultrapassar 80 milímetros em pontos isolados.
No litoral do Pará, no Amapá e no Acre, a previsão indica cerca de 20 milímetros ao longo da semana. Nas demais áreas da região, os volumes devem ser pouco significativos, geralmente inferiores a 5 milímetros.
As temperaturas continuarão elevadas. As máximas devem variar, em geral, entre 34°C e 36°C no sudeste do Amazonas e em áreas do Pará, podendo atingir 38°C no centro-sul do Tocantins e nas proximidades da divisa entre Amazonas e Pará.
Nesta segunda-feira, a menor temperatura registrada na região foi de 17,2°C em Lagoa da Confusão, no Tocantins. Nos próximos dias, as mínimas devem ficar próximas de 18°C nas regiões de Dianópolis e Jalapão, enquanto a maior parte do Norte terá valores entre 22°C e 26°C durante as madrugadas.
Região Nordeste
A chuva deve continuar concentrada na faixa litorânea. No litoral do Maranhão, os acumulados podem chegar a 20 milímetros.
Também são esperadas precipitações entre a Paraíba e a Bahia, com volumes de até 20 milímetros em parte da faixa costeira. Nas demais áreas do litoral nordestino, os acumulados devem variar entre 5 e 10 milímetros.
No interior, especialmente no Sertão Nordestino, o Inmet não prevê chuva significativa durante a semana.
A região continuará apresentando forte contraste entre as temperaturas do litoral e do interior. Nesta segunda-feira, a menor marca foi observada em Correntina, no oeste da Bahia, com cerca de 14°C, enquanto as máximas podem chegar a 37°C no interior do Piauí.
Entre terça e quinta-feira, as mínimas devem ficar próximas de 13°C no centro e no oeste baiano. No Piauí, as máximas podem alcançar 36°C. Na sexta-feira, o calor perde um pouco de intensidade, mas ainda são previstos cerca de 34°C no centro-norte piauiense e no oeste do Rio Grande do Norte.
Região Centro-Oeste
Uma massa de ar seco deve manter o predomínio de tempo firme no Distrito Federal, em Goiás e em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Há previsão de chuva fraca apenas no noroeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul. Os acumulados devem ficar próximos de 5 milímetros, sem indicação de precipitação relevante nas demais áreas.
As temperaturas permanecerão elevadas. Nesta segunda-feira, a mínima registrada foi de 11°C em Cristalina, no estado de Goiás, enquanto as máximas podem alcançar 38°C na região de Cuiabá e no norte de Mato Grosso.
Durante a semana, as mínimas devem variar entre 13°C e 16°C no Distrito Federal. As máximas ficam próximas de 36°C em boa parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com valores pontuais de 38°C no norte mato-grossense, no oeste goiano e em áreas de Mato Grosso do Sul.
Região Sudeste
O tempo deve permanecer predominantemente estável devido à atuação de um sistema de alta pressão.
Existe possibilidade de chuva fraca no litoral de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, litoral norte do Espírito Santo e sul de Minas Gerais. Os acumulados não devem ultrapassar 7 milímetros. No restante da região, a probabilidade de chuva será baixa.
Uma frente fria deve passar próxima à costa entre quinta e sexta-feira. O sistema deverá reduzir as temperaturas máximas no litoral paulista e no litoral sul fluminense, onde os termômetros devem variar entre 20°C e 26°C.
No oeste e no norte de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no noroeste de Minas Gerais, o calor continua, com máximas próximas de 32°C a 34°C.
Nesta segunda-feira, Monte Verde, em Minas Gerais, registrou 4,7°C. Na terça-feira, as mínimas podem ficar próximas de 8°C no sul mineiro. Nos demais dias, valores em torno de 10°C são esperados em áreas de Minas Gerais.
Região Sul
A Região Sul terá o período mais chuvoso do país. Sistemas frontais e cavados devem manter a instabilidade durante a semana, inicialmente sobre o Rio Grande do Sul e, posteriormente, em Santa Catarina e no Paraná.
O modelo numérico do Inmet indica que o acumulado total pode alcançar 200 milímetros em pontos isolados do Rio Grande do Sul entre 27 de julho e 3 de agosto.
Até quarta-feira, os maiores volumes devem se concentrar no território gaúcho, com cerca de 70 milímetros. Há previsão de tempestades e possibilidade de granizo.
Na quinta-feira, a área de chuva mais intensa avança para Santa Catarina e Paraná, com acumulados de até 50 milímetros. No fim da semana, as precipitações voltam a ganhar força no Rio Grande do Sul, principalmente no sul do estado, onde podem chegar a 60 milímetros.
A instabilidade deve manter temperaturas mais amenas em boa parte da região, geralmente entre 18°C e 24°C.
Com o avanço de uma nova frente fria e a entrada de uma massa de ar pós-frontal, as mínimas podem cair para cerca de 6°C na Serra Catarinense e no sudeste do Rio Grande do Sul na quinta-feira. O calor ficará concentrado no extremo noroeste do Paraná, com máximas entre 30°C e 32°C.
Resumo das condições observadas
Entre 22 e 26 de julho, os maiores acumulados de chuva foram registrados na Região Sul e na costa leste do Nordeste.
No Sul, uma frente fria semiestacionária, associada ao transporte de ar quente e úmido da Amazônia, provocou volumes superiores a 100 milímetros. Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, acumulou 181,6 milímetros; Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, registrou 150 milímetros; e Dois Vizinhos, no Paraná, teve 143,8 milímetros.
No Nordeste, os acumulados passaram de 50 milímetros em áreas da costa leste e do nordeste do Maranhão. Recife registrou 85 milímetros, Palmares acumulou 81 milímetros e Natal teve 78,4 milímetros. No restante da região, prevaleceram volumes inferiores a 10 milímetros.
Também houve chuva associada à passagem de um sistema frontal no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Rancharia, no oeste paulista, acumulou 107,6 milímetros, enquanto Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, registrou 37,8 milímetros.
Nas temperaturas, o maior valor observado foi de 38,6°C em Cuiabá. No Nordeste, São João do Piauí e Picos chegaram a 38,1°C, enquanto Barra, na Bahia, registrou 37,1°C.
As menores temperaturas foram observadas em áreas elevadas do Sudeste e do Sul. Monte Verde, em Minas Gerais, registrou 2,9°C. São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, teve 5°C. No Nordeste, Vitória da Conquista apresentou mínima de 11,5°C no domingo, 26 de julho.
