O Ministério da Saúde anunciou a compra emergencial de antídotos para tratar intoxicações por metanol, visando atender estados e municípios. A medida foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em suas redes sociais.
De acordo com o Ministério da Saúde, serão adquiridas 150 mil ampolas de etanol farmacêutico, além de negociações para obter Fomepizol junto a produtores e agências internacionais.
“Determinamos a compra emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para reforçar estados e municípios no tratamento de vítimas. A Anvisa também acionou produtores e agências internacionais para adquirir Fomepizol, outro antídoto usado em casos de intoxicação”, postou o ministro.
Na última quinta-feira, 2 de outubro, Padilha apresentou ações estratégicas para enfrentar esse tipo de intoxicação durante uma reunião da sala de situação, criada pelo governo federal para monitorar e coordenar iniciativas diante dos casos suspeitos e confirmados de contaminação.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estruturou um estoque estratégico em hospitais universitários federais e serviços do SUS, com 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico.
A compra emergencial de mais 150 mil ampolas está em andamento para garantir a reposição e distribuição conforme a necessidade dos estados e municípios.
Chamada Pública
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma chamada pública para identificar fornecedores internacionais de Fomepizol, medicamento específico para intoxicação por metanol, atualmente indisponível no Brasil. Esta ação mobilizará as 10 maiores agências reguladoras do mundo para indicar produtores do Fomepizol em seus países.
O governo também solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a doação imediata de 100 tratamentos de Fomepizol e manifestou a intenção de adquirir outras 1 mil unidades do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da Opas, ampliando o estoque nacional.
Padilha destacou que essas medidas são preventivas, uma vez que, nos últimos anos, o número de casos não ultrapassou 20 por ano, mas houve um aumento de registros no estado de São Paulo.
Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 casos confirmados laboratorialmente pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs). Apenas uma morte foi confirmada em São Paulo, com sete óbitos ainda em investigação, dois em Pernambuco e cinco em São Paulo.
