O Ministério da Previdência Social anunciou que o programa PREVBarco, que leva atendimento previdenciário a comunidades isoladas, deverá chegar em breve às regiões banhadas pelo rio São Francisco. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 12 de novembro, pelo ministro Wolney Queiroz, durante participação no programa Bom Dia, Ministro.
Atualmente, cinco unidades flutuantes do INSS estão em operação nos estados do Amazonas, Pará e Acre, realizando cerca de 100 atendimentos por dia. As embarcações contam com estrutura semelhante a uma agência física da Previdência, incluindo serviços de perícia médica, avaliação social e atendimento de benefícios como aposentadorias, pensões e salário-maternidade.
Segundo o ministro, a ideia é ampliar o alcance do programa para atender populações ribeirinhas do Nordeste.
“Fiquei muito animado para conseguir um desses barcos novos para que a gente possa fazer o atendimento da região do São Francisco. É uma possibilidade real e muito em breve a gente quer fazer esse atendimento”, afirmou Queiroz.
Desde o início do ano, os PREVBarcos já visitaram 44 cidades no Amazonas, 32 no Pará e duas no Acre. Até o fim de 2025, o programa deve chegar a mais 26 municípios nesses estados.
Cada barco conta com servidores técnicos, analistas e equipe de apoio, garantindo que o atendimento seja feito com a mesma qualidade de uma agência física. A triagem é realizada em terra firme, e o atendimento é por senha distribuída exclusivamente por servidores do INSS, seguindo critérios de prioridade para perícia médica e segurados com maior dificuldade de locomoção.
A inclusão do PREVBarco na agenda da COP30, que será realizada em Belém (PA), também foi confirmada pelo ministro. No dia 17 de novembro, o programa será apresentado em uma palestra que mostrará ao público internacional como o Brasil tem utilizado a iniciativa para garantir acesso à previdência em locais remotos.
O PREVBarco é voltado, especialmente, a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, além de outras populações que vivem em áreas sem agências do INSS ou com dificuldade de acesso à internet e serviços públicos.
