Foto: Codevasf
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Codevasf inicia peixamentos e solta mais de 500 mil alevinos na bacia do rio São Francisco

Mais de meio milhão de alevinos começaram a ser soltos em rios, córregos e lagoas da bacia hidrográfica do rio São Francisco, em Minas Gerais. A ação foi iniciada nesta semana pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), dentro da programação de peixamentos do primeiro semestre de 2026, como parte do programa de revitalização de mananciais hídricos.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para a recomposição da fauna aquática, fortalecer a atividade pesqueira e ampliar a geração de renda para comunidades ribeirinhas que dependem diretamente dos recursos do Velho Chico. Os alevinos serão destinados a mananciais de 22 municípios mineiros.

A produção é realizada em duas unidades da estatal instaladas no Norte e Centro de Minas Gerais: o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (1ª CIM), no município de Três Marias, e o Centro Integrado do Gorutuba (1ª CIG), em Nova Porteirinha. Segundo a Codevasf, os dois centros foram implantados há mais de quatro décadas e são responsáveis pela criação de espécies nativas voltadas ao repovoamento da bacia.

Entre os peixes utilizados na ação estão curimatã-pacu, curimatã-pioa, piau-verdadeiro, matrinxã e pacamã, todas espécies nativas do rio São Francisco. Do total de municípios atendidos nesta etapa, 15 receberão alevinos produzidos no centro de Três Marias e outros sete serão contemplados com exemplares originados no centro do Gorutuba.

De acordo com a companhia, o trabalho de produção envolve uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, engenheiros de pesca, agrônomos, veterinários e técnicos especializados. As matrizes utilizadas no processo são oriundas da própria bacia do São Francisco, medida apontada como importante para preservar as características genéticas das espécies e reduzir a perda de diversidade da ictiofauna nativa.

A Codevasf destaca que essa preservação se torna ainda mais necessária diante dos impactos provocados por barramentos, sobrepesca, poluição e degradação de habitats aquáticos, fatores que afetam diretamente o equilíbrio ambiental do rio e de seus afluentes.

O superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Romeu Souto, afirmou que os peixamentos integram um conjunto mais amplo de ações voltadas à recuperação ambiental e ao desenvolvimento sustentável da região.

“Os peixamentos fazem parte de um trabalho permanente da Codevasf para fortalecer os ecossistemas aquáticos do São Francisco e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades que dependem diretamente da pesca. Ao investir na recomposição das espécies nativas, a Companhia contribui para a sustentabilidade ambiental e para a dinamização da economia regional”, ressaltou.

Já o chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, Julimar Sousa, explicou que a atividade exige planejamento técnico desde a escolha das matrizes até a fase final da soltura.

“Todo o processo começa com a seleção das matrizes e segue com manejo cuidadoso até a fase de produção dos alevinos. Quando realizamos o peixamento, estamos reforçando o estoque pesqueiro e ajudando a manter o equilíbrio ecológico dos ambientes aquáticos da bacia do São Francisco”, afirmou.

A ação desenvolvida em Minas Gerais ocorre em uma área estratégica para a recuperação do rio São Francisco, uma vez que o estado abriga nascentes, afluentes e trechos importantes da bacia. Para a Codevasf, o repovoamento com espécies nativas é uma medida que alia conservação ambiental, manutenção da pesca e apoio às populações ribeirinhas ao longo do curso do rio.

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