(Stock ID: 2470942395)

Quem vai começar no ataque do Brasil na Copa do Mundo?

Carlo Ancelotti tem um problema que a maioria dos técnicos de seleções adoraria ter. Suas opções de ataque são tão numerosas, tão variadas e estão em tão boa forma que reduzir a lista a um time titular é um dos dilemas de escalação mais difíceis do futebol mundial no momento.

Para qualquer casa de apostas que defina as cotações do torneio, o ataque do Brasil está entre os mais empolgantes da competição. “Fazer a lista não é fácil porque há muitas opções, especialmente no ataque”, disse Ancelotti ao anunciar a convocação de março. “O Brasil tem pelo menos 70 jogadores que poderiam estar na seleção.” Isso pode ser um leve exagero, mas apenas um leve.

A questão não é se o Brasil marcará gols na Copa do Mundo. É quase certo que marcará. A questão é qual combinação Ancelotti escolherá e se a linha de ataque que ele formar será a versão mais eficaz de um elenco repleto de opções.

Os intocáveis

Vinícius Júnior e Raphinha são as opções mais próximas de certezas no ataque do Brasil, e relatos sugerem que ambos estão entre os 11 jogadores que Ancelotti considera convocações garantidas, caso estejam em forma. Vinicius traz aquele tipo de ameaça explosiva e imprevisível que nenhum lateral do mundo consegue conter totalmente.

Seu histórico internacional em termos de gols nem sempre correspondeu ao seu desempenho no clube, mas sob o comando de Ancelotti, com quem conquistou a Liga dos Campeões e a La Liga no Real Madrid, ele tem parecido mais seguro e mais perigoso com a camisa do Brasil do que em qualquer momento anterior.

Raphinha, por sua vez, está no melhor momento de sua carreira no Barcelona. Seu desempenho nesta temporada acrescenta um nível de eficácia pela direita com o qual o Brasil nem sempre pôde contar, e suas qualidades de liderança dentro do grupo cresceram significativamente.

Esses dois são titulares. Isso está decidido.

A questão do número nove

Durante grande parte da gestão de Ancelotti, o Brasil atuou sem um centroavante fixo, empregando, em vez disso, uma linha de ataque fluida e móvel que alterna posições. Vinicius, Rodrygo, Matheus Cunha e Estevão já atuaram nesse sistema em vários momentos, furando as defesas com movimentação em vez de presença. Isso funcionou em alguns momentos, mas uma pergunta persistente permanece: o que acontece quando você precisa de um artilheiro para vencer uma partida de mata-mata?

Entra João Pedro. O atacante do Chelsea marcou 11 gols nos últimos 14 jogos e tem sido o atacante em melhor forma da Premier League. Sua convocação para a seleção em março sinaliza que Ancelotti está considerando seriamente a utilização de um camisa nove puro, um jogador que vai segurar a linha, atrair os zagueiros e finalizar.

Os amistosos contra a França e a Croácia representam um verdadeiro teste para uma vaga na equipe titular e, dada a forma atual de Pedro e o peso das evidências a seu favor, o argumento para construir o ataque em torno dele, em vez de outra opção mais versátil, é convincente.

O curinga Estevao

É aqui que o subenredo do Chelsea se torna particularmente interessante. Estevao ficou de fora devido a uma lesão no tendão e perdeu completamente a convocação de março, retornando aos treinos apenas nesta semana. Aos 18 anos, ele é considerado um dos jovens jogadores mais empolgantes do planeta, e havia grande expectativa de que fosse titular na Copa do Mundo. Sua ausência nos jogos contra França e Croácia dá a Pedro uma chance clara de se mostrar como o ponto focal do ataque brasileiro.

Se Pedro jogar bem contra duas grandes seleções e Estevao continuar lidando com as complicações da lesão, um jogador do Chelsea pode realmente ultrapassar o outro nos planos de Ancelotti. Pedro ocupa uma posição muito diferente da de Estevao, mas os minutos, os gols e o momento favorável estão todos a seu favor neste momento.

Ancelotti deve ter observado o número de partidas que Estevao já acumulou no Palmeiras antes de se juntar ao Chelsea e será cauteloso em colocar demasiadas expectativas sobre um adolescente, por mais brilhante que seja.

Os coadjuvantes e a profundidade do elenco

Igor Thiago e Rayan conquistaram suas primeiras convocações para a seleção principal após temporadas excepcionais na Premier League. Thiago marcou 18 gols pelo Brentford e está na disputa pela Chuteira de Ouro. Rayan, com apenas 19 anos, causou impacto imediato no Bournemouth. Ambos merecem seu lugar nas discussões sobre o elenco, mas, realisticamente, é improvável que sejam titulares, a menos que Ancelotti faça uma rotação no final da fase de grupos ou seja forçado a reorganizar o time devido a lesões. A inclusão deles diz mais sobre a força do elenco do que sobre o provável time titular.

Gabriel Martinelli traz velocidade e direto pela esquerda. Endrick, apesar de seu enorme potencial, ainda não conseguiu definir totalmente seu papel no time. A versatilidade de Matheus Cunha dá a Ancelotti flexibilidade no terço final do campo. Para quem acompanha apostas da Copa do Mundo 2026, a profundidade das opções de ataque do Brasil torna a seleção uma das mais intrigantes de se acompanhar rumo ao verão.

O ataque titular mais provável na Copa do Mundo continua sendo Vinícius Júnior, Raphinha pela direita e Pedro ou Estevão ao lado deles.

Os amistosos de março são realmente importantes para definir isso. Se Pedro aproveitar sua chance contra a França e a Croácia, Ancelotti terá a evidência mais clara possível de que a melhor versão desse ataque brasileiro tem um artilheiro comprovado em seu centro. Se Estevão voltar à sua melhor forma antes da convocação para a Copa do Mundo em maio, a questão se reabre.

De qualquer forma, as opções de ataque do Brasil são invejadas pelo torneio. A dificuldade não é encontrar qualidade. É fazer escolhas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *