A Indicação Geográfica (IG) da pluma de algodão branco produzida no Oeste da Bahia foi tema de uma reunião promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) nesta terça-feira, 7 de abril, com participação de órgãos e entidades do setor, para tratar das etapas do processo de reconhecimento.
Conforme informações de Seagri, a tonalidade branca da pluma é associada a características do solo da região e a técnicas produtivas desenvolvidas ao longo dos anos, incluindo mecanização, irrigação e controle sanitário, aspectos apontados como parte da diferenciação do produto no país.
Durante o encontro, o secretário da Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, citou a articulação entre governo e produtores e o papel da Seagri na coordenação do Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas. “Estamos trabalhando para reconhecer e valorizar aquilo que o nosso produtor já construiu com excelência. A Indicação Geográfica do algodão do Oeste é mais do que um selo, é o reconhecimento da identidade, da qualidade e da força do agro baiano. Nosso papel é conectar, apoiar e garantir que esse processo avance, gerando mais competitividade, renda e oportunidades para a região”.
De acordo com Seagri, a chefe da Unidade Regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Viviane Almeida, apresentou as etapas necessárias para a obtenção do selo de Indicação Geográfica e apontou o potencial do estado para alcançar até 50 registros. Atualmente, a Bahia tem oito IGs reconhecidas, entre elas a banana de Bom Jesus da Lapa e o café do Oeste baiano.
Segundo Viviane, o selo envolve valorização comercial e proteção de origem. “Com a IG, apenas os produtores da região poderão utilizar a identificação ‘Oeste da Bahia’, assegurando procedência e qualidade, além de ampliar o reconhecimento nos mercados nacional e internacional”, explicou.
Além dos aspectos ligados ao mercado, o reconhecimento pode influenciar o desenvolvimento regional, ao abrir espaço para novas oportunidades relacionadas a atividades como turismo, gastronomia local e experiências ligadas ao campo, com impacto na visibilidade da região e de suas produções.
Participaram da agenda técnicos da Seagri e integrantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e do INPI.
