Foto: Tatiana Azeviche Ascom SeturBA
Rota dos Cafés Especiais

Fazendas de Barra do Choça e Vitória da Conquista integram nova Rota dos Cafés Especiais

A zona turística Caminhos do Sudoeste passou a contar com um novo atrativo voltado ao turismo de experiência. Foi lançada nesta semana a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, um roteiro de 54 quilômetros que reúne 22 fazendas localizadas nos municípios de Barra do Choça e Vitória da Conquista.

A proposta é oferecer ao visitante uma imersão na história e na cultura cafeeira da região, com vivências que vão do plantio às possibilidades gastronômicas ligadas à produção local.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) e a Prefeitura de Barra do Choça. O lançamento contou com a participação de uma comitiva formada por autoridades, produtores e representantes do trade turístico, que visitou algumas das propriedades incluídas no roteiro. A ação também envolveu a instalação de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT) no município, como parte da estrutura de recepção aos visitantes.

Durante o lançamento, a comitiva conheceu as fazendas Estância da Barra, Ouro Verde e Vidigal, além da sede da Cooperativa Mista dos Cafeicultores, a Cooperbac. Nos locais, os participantes acompanharam etapas do processo de produção dos cafés especiais, produto que vem ganhando destaque no mercado e agora passa a integrar de forma mais estruturada a oferta turística da região.

Segundo o secretário estadual de Turismo, Maurício Bacelar, o Governo da Bahia implantou sinalização específica para facilitar o acesso ao novo roteiro e também promoveu ações de qualificação de serviços por meio do programa QualiTurismo Bahia, que oferece cursos de capacitação em diversas áreas. De acordo com ele, a inclusão da vivência com a cultura cafeeira representa mais um passo na diversificação da oferta turística do estado, com potencial para gerar emprego e renda.

O prefeito de Barra do Choça, Oberdan Rocha, destacou que a parceria com o Estado ajudou a transformar o roteiro em uma nova alternativa econômica para a região. Conforme afirmou, a identidade do café produzido no município permitiu a implantação pioneira da rota e fortalece a presença dos Caminhos do Sudoeste como referência nesse segmento.

A apresentação do novo produto turístico também chamou a atenção do setor de viagens. Haroldo Simões, gerente de Produtos da CVC Corp, avaliou que a Rota dos Cafés amplia a percepção sobre a diversidade de experiências oferecidas pela Bahia, indo além dos destinos tradicionais de sol e praia. Na avaliação dele, o roteiro tem potencial para atrair um público interessado em viagens mais exclusivas, grupos menores e experiências personalizadas.

Entre os destaques do percurso está a Fazenda Vidigal, que já recebe visitantes do Brasil e do exterior. O espaço abriga uma galeria de arte a céu aberto com obras inspiradas na cultura cafeeira, ampliando o escopo da visita para além da produção agrícola. A artista plástica Valéria Vidigal afirmou que a rota fortalece a promoção do território ao valorizar não apenas o café, mas também outras manifestações culturais ligadas à história da região.

Segundo ela, a proposta reúne desde atividades de turismo pedagógico, com participação de escolas, até experiências direcionadas a apreciadores de cafés especiais, apresentando todo o processo produtivo, da origem genética à xícara. A cafeicultura, lembrou, teve papel central no desenvolvimento histórico e econômico dessa parte do sudoeste baiano.

Para o produtor Idimar Barreto, da Fazenda Ouro Verde, a nova rota representa uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nas propriedades, não apenas no mercado de cafés, mas também no turismo. A expectativa é que a integração entre produção rural e visitação contribua para ampliar o fluxo de visitantes e consolidar o café especial como mais um vetor de desenvolvimento regional.

De acordo com a Setur, a implantação da Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, a Bahia passa a incorporar de forma mais organizada um produto turístico ligado à identidade produtiva do interior, reforçando a estratégia de interiorização do turismo e de valorização de experiências associadas ao patrimônio cultural e econômico dos territórios.

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