A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira, 22 de abril, o Reajuste Tarifário Anual da Neoenergia Coelba, distribuidora que atende cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras na Bahia. Os novos índices já entraram em vigor no mesmo dia, com efeito médio de 5,85% para os consumidores da concessionária.
Para os clientes residenciais da classe B1, o reajuste aprovado foi de 3,93%. Entre os consumidores cativos, a alta média ficou em 4,19% na baixa tensão e em 10,21% na alta tensão. Segundo a Aneel, o resultado foi pressionado principalmente pelos custos com encargos setoriais, transporte e compra de energia.
A Coelba é sediada em Salvador e responde pelo fornecimento de energia elétrica em grande parte do território baiano. Com a decisão da diretoria colegiada da Aneel, o reajuste anual passa a ser aplicado nas tarifas da distribuidora no ciclo de 2026.
A agência também explicou que o reajuste tarifário anual é diferente da revisão tarifária periódica. No reajuste, aplicado nos anos em que não há revisão, a Parcela B é atualizada pelo índice de inflação previsto no contrato, descontado o fator X.
Já na revisão periódica, o processo é mais amplo e redefine o custo eficiente da distribuição, metas de qualidade, perdas de energia e componentes do fator X. Em ambos os casos, são repassados custos com compra e transmissão de energia, além dos encargos setoriais definidos em leis e decretos.
No panorama nacional desta terça-feira, a Bahia ficou entre os estados com reajustes intermediários aprovados pela Aneel. No Nordeste, além da Coelba, a Enel Ceará teve efeito médio de 5,78% e a Neoenergia Cosern, no Rio Grande do Norte, de 5,40%. Já a Energisa Sergipe teve efeito médio oficial de 6,86%, acima do percentual aplicado à distribuidora baiana.
No Centro-Oeste, a Aneel aprovou reajuste médio de 12,11% para a Energisa Mato Grosso do Sul e de 6,86% para a Energisa Mato Grosso. Nos dois casos, a agência informou que os índices foram atenuados por diferimento tarifário, mecanismo que posterga parte dos custos reconhecidos para ciclos futuros e reduz o impacto imediato ao consumidor.
No Sudeste, os aumentos mais elevados do dia ficaram com as distribuidoras paulistas. A CPFL Paulista teve efeito médio de 12,13%, enquanto a CPFL Santa Cruz, que atende municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, teve 17,74% para consumidores residenciais e efeito médio de 15,12%, segundo os dados oficiais publicados pela Aneel.
Com isso, o reajuste da Coelba ficou abaixo dos percentuais médios observados em parte das distribuidoras analisadas pela agência na mesma data, especialmente nos casos da CPFL Paulista, CPFL Santa Cruz e Energisa Mato Grosso do Sul. Ainda assim, o aumento na Bahia atinge um universo amplo de consumidores e passa a valer imediatamente para residências, comércio, indústria e demais classes atendidas pela concessionária.
