Foto: Marcio James/Semcom/Arquivo
0979-dia-nacional-vitimas-covid-19

Lei institui 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, em cerimônia no Palácio do Planalto. A data escolhida para a homenagem é 12 de março, após mais de seis anos do início da pandemia, que matou mais de 716 mil pessoas no Brasil.

Segundo a Agência Brasil, o dia 12 de março remete ao falecimento da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima da doença registrada no país, em São Paulo. O texto que cria a data foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.

De acordo com a Agência Brasil, a cerimônia no Planalto teve a presença de representantes de associações de familiares de vítimas da covid-19. As entidades cobram responsabilização também de profissionais que ajudaram a espalhar desinformação sobre vacinas e tratamentos relacionados à doença.

Segundo a Agência Brasil, em discurso, Lula criticou a condução “desastrosa” da pandemia pelo então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente está em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. O presidente também citou a conivência de segmentos diversos, incluindo entidades médicas.

“Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina e a quantidade de gente que dizia que a vacina fazia as pessoas virarem gays, virarem jacaré, que fazia todo o mal a crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não serão conhecidas.”

Segundo a Agência Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a maioria dos brasileiros teve algum familiar vítima da covid-19 ou conhece pessoas ou familiares de pessoas que morreram por causa da infecção, especialmente pela demora na chegada da vacina. Para ele, a data será um momento de debate e reflexão sobre esse tipo de enfrentamento.

“O presidente sanciona esse projeto, sanção integral do projeto, para que fique marcado, e todo ano a gente possa falar sobre isso, não só no dia específico, mas ao longo de todo ano, a gente possa discutir o que é necessário para enfrentar futuras pandemias, sobretudo continuar cuidando das vítimas e dos seus familiares que estão afetados dessa pandemia”.

No mês passado, o Ministério da Saúde lançou o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, para homenagear as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no país. O espaço fica no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), reaberto após quase quatro anos de obras e investimento de cerca de R$ 15 milhões.

Desde a pandemia, o Brasil vem melhorando os indicadores de vacinação, que tiveram queda no governo anterior, segundo Padilha. “Chegamos ao final de 2025 com a melhor cobertura vacinal dos últimos 9 anos, graças à parceria com os estados, com os municípios, com os conselhos, com os profissionais de saúde. As coberturas vacinais infantis, quando a gente assumiu em 2023, estava abaixo de 80%. Hoje, todas elas tão acima de 90%”, disse.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *