As condições para o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño estão se fortalecendo no Oceano Pacífico Tropical, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, 9 de junho, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo o instituto, a anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região do Niño 3.4 ficou próxima de superar as condições de neutralidade em maio. O índice passou de -0,03°C em abril para 0,49°C no mês seguinte, indicando reversão do sinal negativo observado anteriormente.
O aquecimento continuou avançando nas semanas seguintes. Nas últimas quatro semanas, a TSM na região do Niño 3.4 manteve anomalias iguais ou superiores a 0,5°C. Na primeira semana de junho, o valor chegou a 0,7°C.
De acordo com o Inmet, esse cenário sinaliza condições altamente favoráveis ao desenvolvimento e à consolidação de um episódio de El Niño em breve, caso a tendência de aquecimento persista.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Sua ocorrência pode influenciar padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Pelos critérios técnicos utilizados no monitoramento climático, um evento de El Niño é definido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5°C por pelo menos cinco trimestres consecutivos.
Com base nos dados observados em maio e nas projeções dos modelos de previsão, o Inmet informou que é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será o período de abril, maio e junho.
O instituto destacou que permanece monitorando continuamente as condições observadas no Oceano Pacífico Equatorial, com acompanhamento da evolução das anomalias de TSM e de outros indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno.
Além do monitoramento próprio, o Inmet informou que segue avaliando previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no acompanhamento climático.
A previsão é de que, até o fim desta semana, o instituto divulgue uma nova notícia técnica com informações atualizadas sobre a possível evolução do fenômeno.
