Consumidores terão até 31 de agosto para renegociar dívidas com bancos pelo programa Desenrola Brasil 2.0. A prorrogação foi anunciada nesta terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e amplia em um mês o prazo para regularização de pendências e do crédito.
Segundo Durigan, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca dar mais tempo para que consumidores concluam negociações com instituições financeiras. O ministro informou que a extensão permitirá a regularização da situação de crédito dentro do novo prazo.
Durigan afirmou que a prorrogação será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, com publicação prevista até sexta-feira (31). O ministro disse que as regras do Desenrola permanecem as mesmas e que a medida não exigirá novos aportes públicos.
“Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto.”
Mais tempo
Segundo Durigan, o prazo adicional deve atender pessoas que ainda estão em negociação com os bancos e precisam concluir o processo de regularização. De acordo com o ministro, a ampliação do período também pode beneficiar quem pretende contratar financiamentos após resolver pendências bancárias.
Durigan citou que motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros estão entre os públicos que podem ser impactados ao buscar trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil. Ele disse que a regularização de dívidas pode ajudar no enquadramento às condições dessas operações.
“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto”, explicou.
O ministro declarou que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, porque os recursos já destinados ao programa seriam suficientes para atender à demanda prevista. Ele afirmou que não haverá novos aportes ao fundo utilizado na garantia das operações.
“Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.
Durigan disse que as condições de funcionamento do programa seguem inalteradas durante o período prorrogado, mantendo as regras vigentes para a renegociação de dívidas bancárias até 31 de agosto.
