O governador Jerônimo Rodrigues (PT) teve o pedido de registro de candidatura a um segundo mandato no Governo da Bahia cadastrado na Justiça Eleitoral. Ele concorrerá com o número 13 e manterá o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na composição da chapa.
Na atualização realizada às 13h54 desta segunda-feira, 3 de agosto, o pedido aparecia no sistema DivulgaCandContas como “aguardando julgamento”. Jerônimo estava cadastrado e com a situação “concorrendo”, enquanto a regularidade da coligação também aguardava análise.
Dados, documentos e futuras informações financeiras podem ser consultados na página oficial de Jerônimo Rodrigues no TSE.
A situação “aguardando julgamento” indica que o registro ainda não foi deferido nem indeferido pela Justiça Eleitoral. Isso não representa, por si só, a existência de irregularidade na candidatura.
Jerônimo Rodrigues exerce o Governo da Bahia desde janeiro de 2023 e concorre a um segundo mandato consecutivo.
Coligação e candidato a vice
A chapa integra a coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, formada por PDT, MDB, PSB, PSD, Avante e Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV.
Geraldo Júnior, do MDB, concorrerá novamente como candidato a vice-governador. A dupla repete a composição vencedora das eleições de 2022. Antes de assumir a Vice-Governadoria, Geraldo foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Salvador. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Salvador, mas não foi eleito.
O pedido de registro de Geraldo Júnior também estava aguardando julgamento. A candidatura do vice pode ser acompanhada em sua página no DivulgaCandContas.
Patrimônio declarado
Jerônimo Rodrigues declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1.351.305,44, distribuído entre 14 bens e aplicações financeiras.
Os itens de maior valor são uma aplicação em Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), de R$ 450 mil, e um título de crédito também declarado por R$ 450 mil. O candidato informou ainda R$ 215.866,09 em um fundo de renda fixa de longo prazo do Banco do Brasil.
A relação inclui 50% de uma casa no Conjunto Centenário, no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, com valor declarado de R$ 100 mil. Os demais bens são aplicações financeiras, recursos em contas bancárias, poupança e investimentos no Tesouro Direto e na cooperativa de crédito rural Ascoob.
Nas eleições de 2022, Jerônimo havia informado 11 bens avaliados em R$ 515.216,13. Em quatro anos, o patrimônio declarado aumentou nominalmente em R$ 836.089,31, o equivalente a 162,28%.
As declarações de 2022 e 2026 foram apresentadas pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral. Os valores atribuídos a imóveis e outros bens não correspondem necessariamente aos preços atuais de mercado.
Trajetória de Jerônimo Rodrigues
Jerônimo Rodrigues Souza nasceu em 3 de abril de 1965, no povoado de Palmeirinha, em Aiquara. Tem 61 anos, é casado e se declarou indígena. No cadastro eleitoral, informou possuir ensino superior completo e registrou como ocupação a função de servidor público estadual.
Ele é engenheiro agrônomo, mestre em Desenvolvimento Rural e professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Também trabalhou no Ministério do Desenvolvimento Agrário e exerceu funções ligadas a políticas de desenvolvimento territorial.
No Governo da Bahia, foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural entre 2015 e 2019 e secretário da Educação entre 2019 e 2022. Deixou a última função para disputar sua primeira eleição.
Em 2022, Jerônimo chegou ao segundo turno da disputa pelo Governo da Bahia contra ACM Neto (União Brasil). O candidato do PT foi eleito com 4.480.464 votos, correspondentes a 52,79% dos votos válidos. ACM Neto recebeu 4.007.023 votos, ou 47,21%.
A vitória levou o PT ao quinto mandato consecutivo no Governo da Bahia, depois dos dois mandatos de Jaques Wagner, entre 2007 e 2014, e dos dois mandatos de Rui Costa, entre 2015 e 2022. O registro da candidatura de Jerônimo em 2022 permanece disponível para consulta no TSE.
Limites de gastos e documentos
A Justiça Eleitoral estabeleceu limite de R$ 17.788.806,16 para os gastos da campanha no primeiro turno. Caso a eleição para governador seja levada ao segundo turno, a chapa poderá gastar mais R$ 8.894.403,08.
O plano de governo apresentado para 2026, as certidões judiciais e os documentos expedidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) podem ser acessados na página da candidatura no DivulgaCandContas.
